Estudantes, professores e entidades no Pará aderem às manifestações em favor da educação

Em Belém, marcha saiu da Praça da República, rumo à Alepa, contra cortes em universidades

Dilson Pimentel

Uma hora e meia após partirem da concentração na Praça da República, no centro de Belém, a caminhada que nesta terça (13) faz parte da adesão de municípios paraenses aos atos nacionais em defesa da educação pública e contra políticas do governo federal chegou às 11h40 ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

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Protestos duraram três horas e tiveram cerca de 4 mil participantes (Igor Mota)

A manifestação começou às 10h20, com a caminhada partindo da esquina da Avenida Assis de Vasconcelos com a Avenida da Paz. Outros atos ocorrem também na Praça da Matriz, em Castanhal. Nas placas, estudantes, professores e representantes de entidades de classe criticam cortes nos orçamentos das quatro universidades federais locais e o programa Future-se.

Ato congrega entidades: Sintepp critica cortes do FNDE (Igor Mota / O Liberal)

"Na Alepa, vamos pedir aos partidos pra que orientem suas bancadas a votar contra a reforma da Previdência e contra os cortes na educação. Essa é uma resposta dos estudantes ao governo federal e aos ataques que estão sendo feitos na educação de forma geral. As universidades e as escolas públicas da educação básica estão vivenciando o pior momento de recursos. Existe grande possibilidade de a UFPA fechar suas portas a partir de setembro", avaliou Mateus Ferreira, da coordenação geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). "As escolas perderam mais da metade dos seus recursos do FNDE. É um ataque à educação."

Concentração na Praça da República iniciou às 8h30 (Igor Mota / O Liberal)

Elana Silva, da Diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), diz que quem é "inimigo da educação" é inimigo da UNE. "Na verdade, desde que esse governo (federal) assumiu, não tem tido diálogo claro e honesto com os estudantes. É a primeira vez que temos um ministro da Educação que não defende a sua pasta. É um absurdo", criticou Elana. "A gente entende que essa galera que está no poder hoje olha a educação como um gasto. E a educação é o que há de fundamental para se construir um país soberano. E, pra reverter, é com a resistência popular. Parece que nossa voz não tem ecoado no Congresso Nacional ", argumenta a estudante, que no ato também critica Bolsonaro por exaltar a tortura.

Estudantes, professores e entidades participam de atos pelo Pará (Igor Mota / O Liberal)

Para Douglas Rodrigues, que tem 19 anos e cursa Pedagogia na Universidade do Estado do Pará (UEPA), os cortes acabam sucateando as universidades paraenses. "Isso dá oportunidade para empresas particulares entrarem nas universidades e fazerem os interesses delas. E a saída é irmos para as ruas".

Adesão à marcha
 

A organização dos atos no Pará disse que protestos ocorreiam em seis cidades no Estado. Procurado para confirmar a adesão, o Sentepp disse que ainda não tinha recebido, até o final da manhã, o relatório das subsedes que participam do ato nacional. "Mas geralmente são as maiores subsedes do Sintepp as que participam dos atos: Santarém, Altamira, Marabá e Parauapebas", disse a entidade.

Segundo o Sintepp, cerca de 5 mil pessoas participaram da caminha esta terça em Belém. cerca de três mil pessoas foram estimadas por outra liderança da caminhada. A redação integrada de O Liberal não conseguiu estimativa feita pela Polícia Militar.

Marcha só terminou ao final da manhã, em frente à Alepa (Igor Mota / O Liberal)

 

Pará
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