Museu de História Natural dos EUA se diz "preocupado" com evento em homenagem a Bolsonaro

Bolsonaro será homenageado como "pessoa do ano", medida que causou polêmica na internet

Reuters

O Museu Americano de História Natural disse nesta sexta-feira (12) que está "preocupado" com um evento agendado para o museu, localizado em Nova York, que homenageará o presidente Jair Bolsonaro como "pessoa do ano", uma medida que causou revolta na internet.

A Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos realizará seu evento anual de gala "Pessoa do Ano" no museu no dia 14 de maio, durante o qual entregará a honraria a Bolsonaro, segundo o site da câmara. A homenagem normalmente é dada a um brasileiro e um norte-americano todos os anos, mas o norte-americano agraciado em 2019 não foi anunciado.

Bolsonaro, que moldou sua campanha eleitoral do ano passado na do presidente dos EUA, Donald Trump, cogitou tirar o Brasil do Acordo de Paris sobre a mudança climática e repudia o que vê como multas indiscriminadas contra crimes ambientais. Ele continua apoiando a mineração e outros empreendimentos na região da floresta amazônica, considerada por muitos cientistas como a maior defesa natural do mundo contra a mudança climática.

"O evento externo e privado no qual o atual presidente do Brasil será homenageado foi agendado no Museu antes de o contemplado estar decidido", disse o museu em sua conta oficial de Twitter. "Estamos profundamente preocupados, e estamos analisando nossas opções."

O gabinete de Bolsonaro e a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos não responderam de imediato a um pedido de comentário.

Entre as reações ao tuíte do museu estão centenas de mensagens pedindo o cancelamento do evento, e pessoas que se identificaram como ativistas e acadêmicos disseram ser inadequado Bolsonaro ser homenageado em uma instituição científica devido às suas opiniões.

"Certamente é causa de revolta", disse Philip Fearnside, professor norte-americano do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia do Brasil e um dos especialistas da floresta mais citados, em uma entrevista por telefone."Ele nega a existência da mudança climática antropogênica e indicou vários outros negacionistas para seu gabinete", disse Fearnside. "E também está desmantelando as proteções ambientais no Brasil... então, obviamente, não é algo para ser comemorado pela ciência."

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