PORQUE EU AMO O MEU CLUBE: Jô Silveira explica o sentimento pelo Remo

Jô Silveira / Especial para OLiberal.com

Jô Silveira - 50 anos - Representante Comercial 

"Quando criança nem de futebol eu gostava... Ficava muito aborrecida em ver meus irmãos “alugarem” a tv para assistirem ao jogo de domingo à tarde. Não lembro exatamente quando, só sei que comecei a gostar de futebol e passei a torcer pelo Remo, também. Quando estava com cerca de 10 anos meus irmãos levaram, a mim e à minha irmã Núbia, num Re-Pa. Infelizmente, perdemos esse jogo. E mesmo tendo sido chamadas de pé frio, ali foi plantada a semente do gosto de ir ao estádio... Passei a ir aos treinos no Baenão, escondida de minha mãe. Dizia que ia estudar na casa de alguma colega. Não ia aos jogos, mas acompanhava pelo rádio. Quando comecei a trabalhar voltei a ir aos jogos, levando meu filho Matheus junto. Fosse no Baenão ou Mangueirão, sempre estávamos na bancada apoiando nosso amado Leão Azul. Tive a imensa alegria de estar presente nos jogos do Tabu de 33 partidas. Após um outro período em que não fui aos jogos, voltei em 2005, na época da Série C. O Remo havia ganho do Nacional, em Manaus, por 1 x 0. Lá fomos, eu e minha irmã, para o jogo de volta. Perdemos, mas desde então fomos em praticamente todos os jogos do Remo, em Belém. Não marco nada em dia de jogo do Mais Querido. Porque preciso ir ao jogo, não me contento em ver na tv. Só não vou aos jogos fora de Belém, não por falta de vontade...Temos vários “amigos de bancada”, com quem dividimos todas as emoções dos jogos. Ali não tem nada que nos diferencie, mas sim o que nos une, independente de qualquer coisa: o amor pelo Clube do Remo. O amor que sinto pelo meu Leão Azul é incondicional. Não consigo explicar, nem mensurar. Mas posso responder à pergunta-título também com uma pergunta... como não amá-lo?"

 

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