Na seleção brasileira de triathlon, paraense quer vaga em Tóquio 2020

Danilo Pimentel está no auge de uma carreira de mais de 10 anos

Nilson Cortinhas

Triatleta, o paraense Danilo Pimentel está no auge da carreira há 10 anos, que é o tempo em que integra a seleção brasileira, desde quando foi convocado para participar dos Jogos Panamericanos de Toronto em 2018. O sucesso foi obtido rapidamente, provando o seu talento. Ele se tornou triatleta profissional em 2005. Danilo diz que o seu ponto é a regularidade nas três modalidades do esportes, sendo uma combinação entre nataçao, ciclismo e corrida.

O detalhe é que Danilo iniciou a carreira de forma singular: tinha asma, doença inflamatória crónica das vias aéreas, e a mãe orientou que fosse fazer natação. Não gostou inicialmente, fugia das aulas, mas se identificou plenamente com o passar do tempo.  Em Belém, visitando a família, passando férias, Danilo projeta o ano de 2019, faz um balanço de 2018, e explica que os custos para se manter na modalidade. Além disso, falou um pouco da sua rotina de vida, que o levou a morar em Portugual e Estados Unidos.

Redação Integrada - Como é a vida de um atleta de seleção?  

Danilo - Na verdade, a seleção só e convocada e não tem lugar específico. No máximo, concentra-se para treinamentos por curto período. Como é esporte individual cada atleta fica com seu treinador e só se apresenta pra competir. A convocação é sempre anual, e você fica com apoio da Federação por um ano. Alcançando alguns índices e assim se renova.

RI - Como foi o teu ano 2018? 

D - Bom, este ano foi um pouco conturbado. Comecei o ano treinando com um americano, porém devido a um rendimento não esperado e muita lesão, acabei mudando para o meu antigo treinador, que é português, que fiz o trabalho para os jogos do Pan de Toronto e Classificatória do Rio 2016. Terminei o ano entre os 100 do mundo. Começou a classificação olímpica e realizei algumas provas. 

RI - Quais são os próximos desafios?

D - Terá jogos Panamericanos e continuação da classificação para Tóquio 2020. Agora em janeiro, vou voltar a Portugal e fazer um período de base até fevereiro quando começam as provas do circuito (Santos Panamerican Cup)  depois (Brasília Panamerican Cup) e o sul-americano em Montevideo ( Uruguai) e, em maio, a etapa mundial (Bermudas) e Campeonato Panamericano ( Monterrey no México).

RI - E como é a tua rotina diária de treinamento? 

D - Geralmente, treinos todos os dias com média de cinco horas diárias de treino. Por semana, em torno de 70km de corrida 20/25 km de natação e 250/300 km de ciclismo, fora o trabalho de fortalecimento e complementar

RI - Isso gera custos... 

D - Na ordem, de R$10mil por mês, 120mil por ano. Com tudo, desde alimentação, até passagens, treinador e preparador físico. Isso também inclui todas as provas que pretendo fazer. Senão terei que fazer escolhas e jogar com as passagens, o que compromete um pouco a classificação. Por isso, estou em busca de apoiadores para corrida olímpica de Tóquio! Já tenho dois patrocinadores (Basa e Força Aérea Militar)

RI - Você se tornou atleta em função de um problema de saúde... 

D - Eu tinha problemas respiratórios: asma. Minha mãe me colocou pra nadar por essa causa. Logo no início, eu fugia, não ia pra natação. Com o tempo gostei e comecei a competir. 


Currículo 

- Duas vezes campeão das Copas Continentais
- Campeão Brasileiro e Sul-Americano de Duathlon 
- Duas vezes campeão SESC Belém
- Três vezes campeão SESC salvador
- Campeão Brasileiro Sprint 
- Duas vezes top 5 em copas do mundo 
- Campeão jogos mundiais militares 2015

Mais Esportes