Esgrima paraense paralímpica com boa participação no Torneio de Teresina

Mayara Kayt ganhou medalha de prata no Livre Feminino e Francisco ficou em quinto lugar no Livre Masculino

Surdos e ouvintes da Escola Grão Pará de Esgrima conquistaram medalhas no Torneio Interestadual de Esgrima realizado em Teresina PI no mês passado. A participação dos atletas da Escola Grão Pará de Esgrima (EGPE) segundo o mestre Carlos Henrique foi acima da expectativa tendo em vista a redução no número de participantes da equipe local no evento. "É interessante que em 2017 participamos com uma equipe maior e agora viajamos com uma equipe reduzida e conseguimos boas colocações", falou. Carlos Henrique é brasiliense, formado em educação fisica e com curso de treinador de esgrima em São Paulo, onde também foi auxiliar técnico .
O festival contou somente com atletas de espada. Francisco, atleta surdo da EGPE, ficou em 5º lugar na categoria Livre Masculino (adulto). Perdeu na semifinal para o representante da Multiesporte por 15 a 14. Francisco, 29 anos, tem apenas 4 meses jogando esgrima. 
E na categoria Livre Feminino, Mayara Kayt, outra atleta surda da EGPE, ficou em 2º lugar. Mayara joga mais tempo, cerca de 2 anos, tem 30 anos. 
Clarinha Calazans foi 3º lugar no Livre Feminino. Contudo, Clarinha ganhou a categoria Sub-13 feminino, além disso do título, foi premiada como melhor esgrimista infantil do torneio entre 13 participantes. " Não fizemos feio, não", comenta Henrique
"Mais do que o resultado, o torneio foi um marco para esses atletas que tem na esgrima mais uma atividade esportiva competitiva", completa. Carlos Henrique, 55 anos, vislumbra novos rumos em 2019 para esgrima paraense.
A Escola Grão Pará de Esgrima funciona na rua dos Mundurucus, 2722 (Batista Campos) é a única do país que possui atletas surdos treinando regularmente. A EGPE vai se afiliar à Confederação Brasileira de Esgrima (CBE) para poder participar de competições nacionais.  

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