Ídolos do Santos, paraenses lamentam morte de Coutinho

Manoel Maria e Giovanni manifestaram pesar

Redação Integrada

A morte de Coutinho, um dos maiores jogadores da história do Santos, deixou o futebol nacional de luto. Dois paraenses, ambos ídolos do Santos, manifestaram pesar e o apoio aos familiares.  

Manoel Maria, que teve sucesso com a camisa do alvinegro praiano na década de 60 e 70, foi ao velório e disse ter passado a noite em claro. "Estava doente, mas morte sempre é morte. Parece algum familiar. Muita tristeza, lembranças boas e que vai ficar isso para gente. Amanhã sou eu, depois outro e assim vai se acabando. A vida é assim. Estou muito triste, não conseguia dormir e imagino o Dorval. Eram muito ligados, minha preocupação foi essa, vi com o Edu se estavam bem", lamentou Manoel Maria em reportagem publicada pelo Lance!. 

Já no velório, o paraense que vestia a camisa 7 do time de Pelé e Coutinho declarou em entrevista coletiva: "Dizem que ele foi superior ao Pelé dentro da área. Deixa um legado. O mais novo a estrear numa equipe profissional. Um gênio".

Ídolo do Santos da década de 90,  o meia-atacante Giovanni usou as redes sociais para se pronunciar. Ele postou a seguinte frase "Deus conforte o coração de toda a família e amigos!! ?? #Coutinho"
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Deus conforte o coração de toda a família e amigos!! 😞 #Coutinho

Uma publicação compartilhada por Giovanni Oliveira (@g10vanni) em

 

Antônio Wilson Vieira Honório, o Coutinho, nasceu em 11 de junho de 1943, na cidade de Piracicaba (SP). Com apenas 14 anos, o atacante fez sua estreia profissional pelo Santos, em 1958. Coutinho é o terceiro maior artilheiro da história do Santos, com 368 gols marcados em 457 jogos, atrás apenas de Pepe, com 403 gols, e Pelé, com 1.091 gols. Ele fez parte do lendário ataque formado por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O artilheiro era considerado o melhor parceiro que Pelé já teve.

 

História dos paraenses 

Manoel Maria é considerado um dos maiores ídolos da história do Santos e foi o primeiro paraense a defender a Seleção Brasileira de Futebol. Foi convocado para a seleção olímpica em 1968 desde a Tuna Luso, embora também tenha defendido Remo e Paysandu. No Santos, destacou-se como ponta direita entre a década de 60 e 70. O ex-atacante disputou 165 partidas e marcou 34 gols durante o tempo em que defendeu o time santista. 

Giovanni jogou com a camisa do Peixe entre os anos de 1995 e 1996. Fez 44 jogos, marcando 66 gols, apesar de não ser exatamente um centroavante. Era um meia clássico, de habilidade e passes refinados. Jogou, com destaque, no Barcelona, da Espanha, Olympiakos, da Grécia, e foi convocado para a Copa do Mundo de 1998.  

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