Marketing Digital

Diego Santos

Publicitário, especialista em Comunicação em Redes Sociais e trabalha com Marketing Digital desde 2010.. Sócio da Arena Vindi, executivo de contas em O Liberal e diretor do CONJOVE. Morou em São Paulo, onde trabalhou no Portal UOL, Carsale e Sucursal de O LIberal. Professor do Cesupa e Estácio IESAM; possui certificações em Inbound Marketing (Resultados Digitais) e SEO (Agência Mestre).

O futuro do jornalismo na era digital

Diego Santos

Martha Gabriel, autora de grandes livros sobre comunicação digital, costuma dizer que somos seres cibridos (cyber híbridos), ou seja, estamos on e off ao mesmo tempo. Se as pessoas são assim, por que com os meios de comunicação seria diferente?
Muitos profissionais acreditam que comunicação digital, orientada a resultados e ao jornalismo tradicional são áreas distintas. Ledo engano.

Prova disso é a chegada do Inbound Marketing, que surge como um aliado às diversas transformações que o jornalismo 2.0 vem enfrentando na cultura digital. Saber ranquear (tornar mais relevantes para o Google) artigos é primordial para portais de notícias que
dependem do número de acessos, e consequentemente atrair futuros investimentos publicitários.
Então, vamos compreender como o menino jornalismo pode se aproveitar do mundo digital, especificamente do inbound marketing para evoluir e se adaptar

1 - Target

O Inbound Marketing é direcionado à persona, que são perfis semi-fictícios de potenciais clientes de uma determinada empresa. O jornalismo tradicional busca propagar seu conteúdo de acordo com a perspectiva do interesse público, o texto noticioso é objetivo e
imparcial, toda a atenção é voltada à informação, e não a um determinado público. As inovações na cybercultura fizeram o jornalismo transmutar-se com o advento das redes sociais, antes o conteúdo era produzido só para o site, agora é compartilhado nas mais
diferentes mídias, mas, para obter sucesso, as empresas de comunicação fazem pesquisas para saber como abordar cada público da forma correta, então podemos considerar que o jornalismo já está utilizando o inbound ao adequar a produção de conteúdo a diferentes
públicos.

2. Conteúdo direcionado

Todos os dias uma mesma notícia é disseminada em diferentes veículos de comunicação, no entanto, a grande responsabilidade de um editor é evitar ruídos nas histórias que interessam ao seu público. No Inbound Marketing para ser bem-sucedido, você precisa criar um conteúdo relevante e enviar mensagens que realmente ressoam utilidade para as pessoas. A qualidade é superior à quantidade. Para dizer de outra forma: não é o “clickbait” (algo que muitos jornalistas abominam). Os produtores de textos podem usar um título cativante para ganhar o seu clique, mas os leitores não desejam apenas ler uma página com vários parágrafos rápidos . Ao invés vez disso, eles encontrarão no inbound um conteúdo valioso que responde suas dúvidas ou resolve um problema.

3. Feedback - Ouvir o público e agir!

O Inbound Marketing não acredita em suposições. Toda decisão é baseada em algo que você pesquisou sobre a sua persona. Você irá fazer pesquisas e entrevistas com os potenciais clientes para descobrir as fraquezas e oportunidades do seu setor. Você vai ouvir as perguntas que eles fazem com frequência?—?e então você responderá. O conhecimento cognitivo dos anos de jornalismo irá ajudar, afinal, foi uma longa estrada fazendo entrevistas, escutando fontes, gravando conversas e ouvindo o noticiário. Mas ao relatar uma história, não se pode confiar apenas no que as pessoas dizem, você terá que “analisar ” outros dados e, posteriormente, novas fontes.
Não muito diferente do que já se executa no jornalismo tradicional, a diferença é que o Inbound Marketing se apoia na automação de tarefas que poderiam levar muito tempo para serem executadas. E isso tudo aqui é só a ponta do iceberg. Inbound Marketing pode ser uma grande aliado do jornalismo e tende a ser uma ferramenta fundamental para, cada vez mais, atrair, relacionar e transformar leitores sem informação em público informado e audiência qualificada. E você, já se considera um ser cibridos, ou discorda de Martha Gabriel?

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