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Saiba como conquistar um dos 4 mil empregos temporários de fim de ano em Belém

Estimativa de lojistas é otimista devido ao avanço da vacinação. Veja dicas para ser contratado

Eduardo Laviano

A chegada das festas do final de ano é sempre sinônimo de dois fenômenos no comércio brasileiro: a movimentação grande de clientes, desde a Black Friday em novembro até a véspera do Natal em dezembro, e, por consequência, a contratação de funcionários temporários para ajudarem lojistas a suportarem a demanda.

Uma dessas lojistas é Joana D'arc Oliveira, que já está animada para o fluxo de consumidores nos próximos dois meses. Ela comanda uma loja de roupas que faz sucesso na rua 13 de maio, no comércio de Belém e pretende triplicar o número de funcionários neste último bimestre de 2021.

"Estamos nessa expectativa de triplicar ou talvez até mais. Temos cinco funcionários fixos e devemos ter 15 por conta dessa demanda extra. Normalmente a gente gosta de trabalhar com indicações. Trabalho com currículos também, mas sempre aparece um amigo que conhece alguém, um funcionário que conhece alguém do círculo familiar precisando. Isso ajuda. São quase dois ano de pandemia já e todos querem consumir, querem viajar, coisas que não podiam fazer antes. Foi tudo bem desafiador mas corremos atrás de produtos diferenciados e acessíveis para quem não está podendo pagar caro. Nos mantemos firmes. Fizemos uma grande reforma nesse período. A expectativa é a melhor possível e isso está refletido nesse planejamento de contratações", comenta ela, que é proprietária da loja.

Joana acredita que triplicará o número de funcionários no último bimestre do ano (Thiago Gomes/O Liberal)

Quatro mil pessoas devem ser contratadas de maneira temporária só na Região Metropolitana de Belém, a grande maioria na capital, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos.

O número é metade do recorde registrado pela entidade em 2014, de oito mil contratações. Ainda no final de setembro, o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém já estimava a contratação de pelo menos três mil funcionários temporários na capital paraense em novembro e dezembro.

Em entrevista para O Liberal, o presidente da entidade Joy Colares afirmou que o número ainda é 40% menor do que o número registrado em 2019, antes da pandemia, mas que já é sensivelmente melhor do que o registrado em 2020.

"Se o empreendedor realmente tem uma perspectiva de que o segmento dele vai se dar bem, tem que aproveitar, mas também se preparar com vendas, estoque, estrutura condições de pagamento. Mas é bom ter cuidado. A vacinação está avançando e isso é bom, mas vamos com calma", disse em entrevista.

Dicas

A consultora de recursos humanos Angela Raiol afirma que o mercado está esquecido e que é bom se preparar. Ela ajudou a reportagem a preparar dicas valiosas para quem quer uma oportunidade como funcionário temporário:

1) "Não tenha medo de se lançar": Angela afirma que é importante que todos ao redor saibam que você está em busca de emprego. Como Joana D'arc exemplificou, alguns lojistas pedem indicações para amigos e funcionários. "Contar para os amigos e família é essencial pois, se souberem de algo, vão te avisar"

2) "Use a internet": É importante entrar em grupos on-line de oportunidades de emprego. Eles existem aos montes no Facebook, Telegram e Whats App, com localizações específicas para buscar vagas e se disponibilizar para entrevistas.

3) "Se qualifique. É mais fácil do que parece": a consultora lembra que acrescentar cursos e workshops no currículo é sempre bem-vindo e lembra que muitos cursos on-line possuem certificados, como os Sebrae e Senac. "Busque a área que você se identifica e se dedica. Os contratantes sempre se surpreendem com um currículo cheio de cursos", afirma.

4) "Demonstre interesse": "Não dá para ir a uma entrevista só por isso. Pesquise sobre a empresa, entenda os valores dela, puxe assuntos sobre as coisas que viu sobre o estabelecimento nas redes sociais, elogie. Não chegue só para responder perguntas. Faça perguntas também, se mostre interessado", aconselha.

5) "Dê o seu máximo": segundo Angela, mesmo em rotinas intensas ou cansativas, é sempre bom se dedicar 200% depois de contratado, pois toda vaga temporária é potencialmente um emprego fixo.

Cenário nacional

A Associação Brasileira do Trabalho Temporário aponta que nos meses de outubro, novembro e dezembro devem ser disponibilizadas 565 mil vagas temporárias, diante das 471.300 vagas de 2020.

Segundo a Associação, 60% das contratações temporárias do último trimestre serão impulsionadas pela indústria, seguido de 25% do setor de serviços e 15% pelo comércio.

Os segmentos que vão concentrar a maior parte das contratações são vestuário (57,91 mil) e hiper e supermercados (18,99 mil), que vão responder, juntos, por mais de 80% das vagas a serem criadas.  

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, enquanto o faturamento do varejo como um todo cresce em média 34% na passagem de novembro para dezembro, no segmento de vestuário o faturamento costuma subir 90%.

Outra pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que aproximadamente 105 mil vagas serão abertas no país até dezembro pelos setores varejista e de serviços - número próximo ao de 2019, antes da pandemia.

O trabalho temporário, previsto na Lei Federal 6.019/74 e Decreto nº 10.060/2019, é prestado por pessoa física contratada por uma empresa somente para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços.

Os contratados gozam de quase todos os direitos dos trabalhadores regulares, mas a duração do contrato de trabalho máxima é de até 180 dias, com a possibilidade de ser prorrogado uma única vez por até 90 dias corridos, independentemente de a prestação de serviço ocorrer em dias consecutivos ou não.

Palavras-chave

Economia
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