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Preço do pescado vendido em Belém cai em junho; confira preços

O número positivo, porém, não reverte inflação acumulada no primeiro semestre de 2022

O Liberal

A maioria das espécies de peixe comercializadas em Belém ficaram mais caras no primeiro semestre de 2022, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Pará. 

“Mesmo com alguns recuos verificados neste ano, o balanço com a trajetória semestral ficou em alta e com reajustes bem superiores à inflação, estimada em torno de 4,50% para o mesmo período", afirma o supervisor da entidade no Pará, Roberto Sena.

Nos primeiros seis meses do ano, os maiores reajustes de preços foram do camurim, com alta acumulada de 37,37%, seguido do serra, com 24,94% e aracu, com alta de 21,27%. Completam a lista a sarda (20,65%), filhote (19,93%), bagre (16,81%), gurijuba (12,80%), tamuatá (12,03%), tucunaré (11,10%) e a dourada (10,93%).

Edmilson de Jesus trabalha na feira da 25, onde vende peixes há mais de 20 anos. Ele afirma que as vendas estão indo bem e que ele sempre busca preços bons e descontos para o cliente, sem nunca perder a qualidade.

"A gente dá um bom tratamento, tira o filé, já dá a praticidade para o cliente e com desconto, um vai passando [a informação] para o outro e, assim, aumentam nossas vendas. Tem que dar desconto para fidelizar o cliente", diz. Na banca de Edmilson, as espécies mais vendidas são a dourada (R$30/kg), o filhote (R$38/kg) e a pescada amarela (R$33/kg), mas que a tainha (R$10/kg), a gó (R$18/kg) e a gurijuba (R$25/kg) também estão com boa saída recentemente.

Os fornecedores são de São Caetano de Odivelas, Vigia e da região das ilhas de Belém. Edmilson conta que a inflação do Brasil e a concorrência com os supermercados, que compram em grandes quantidades dos fornecedores, encarece os preços para os feirantes. 

A pesquisa também apontou algumas espécies de pescado que apresentaram queda no preço neste primeiro semestre de 2022, com destaque para a piramutaba (-13,93%), pirapema,(-13,92%), corvina (-7,72%); Surubim -3,99%; Pratiqueira -3,82%; Pescada Gó -3,27%; Tambaqui -2,84% e da Tainha com queda de 2,01%.

Ivone acredita que vale a pena pagar um pouco mais por peixes frescos e de boa qualidade (Ivan Duarte/O Liberal)

A estudante de gastronomia Ivone Ferreira estava impressionada com a beleza e qualidade dos peixes disponíveis na feira na manhã desta quinta-feira (21). Ela é nascida em Santa Catarina e mora na capital paraense há mais de 30 anos. No final de semana, ela vai receber diversos membros da família que estarão de passagem pelo Pará.

 "Me surpreendi com o tucunaré fresquíssimo e vou fazer uma caldeirada. Acho que tudo sobe. A questão da inflação, no geral, acho que estamos muito bem. Se estivéssemos na Argentina, estaríamos com 40% de inflação. A Europa também está numa situação muito difícil. O Brasil me surpreendeu. E temos uma grande fartura de peixe no estado do Pará, graças a Deus. Você tem opções de outros peixes em outros lugares. Tem para todo mundo. Tem o que gosta de qualidade, o que gosta do preço", diz ela ao comentar o cenário econômico. 

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, estimada em torno de 12,50% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, também foi superada por algumas espécies no mesmo período, como serra (27,10%), tamuatá (15,23%), camurim (15,93%), sarda (14,56%) e bagre (14,49%).

“Identificamos baixa de preço no mês de junho e a expectativa é de que agora, em julho, novas quedas de valor do peixe sejam apresentadas aos consumidores da capital. A grande oferta, ocasionada pela própria sazonalidade do pescado, deve motivar o equilíbrio do preço do produto”, ressaltou o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro. A principal queda no mês de junho foi a da pescada branca, em média 17,25% mais barata.

Veja a lista de preços divulgada pelo Dieese:

ARACU R$12,03 
ARRAIA R$10,41
BAGRE R$12,09 
CAÇÃO R$ 14,61 
C.PADRE R$ 9,00
CAMURIM R$25,55 
CORVINA R$14,82 
CURIMATÃ R$12,50 
DOURADA R$22,02 
FILHOTE R$30,51 
GURIJUBA R$21,85 
MAPARÁ R$13,63 
PESCADA AMARELA R$26,57
PESCADA BRANCA R$14,78 
PESCADA GÓ R$13,60
PIRAMUTABA R$12,79
PRATIQUEIRA R$15,87
SARDA R$15,66 
SERRA R$16,93
SURUBIM R$17,10
TAINHA R$17,07
TAMBAQUI R$15,71
TAMUATÃ R$14,15 
TUCUNARÉ R$20,42 
URITINGA R$12,71
XARÉU R$11,44
PIRAPEMA R$7,68

Palavras-chave

Economia
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