Preço da gasolina aumenta nas refinarias da Petrobrás, mas cai nos postos do Pará

Motoristas notam barateamento na Região Metropolitana de Belém

Abílio Dantas/ Redação Integrada

O preço médio da gasolina cobrado pela Petrobrás em suas refinarias subiu 2,50%, nesta sexta-feira, 8, o que representa o maior patamar desde o início de novembro do ano passado, conforme reajuste informado no site oficial da empresa estatal. O litro do combustível passou a ser comercializado a R$1,7287 por litro; o maior valor desde o R$ 1,7293 observado em 6 de novembro. Antes do aumento de ontem, o produto custava R$ 1,6865.

A cotação da gasolina nas refinarias da petroleira, neste ano, já acumula alta de 14,6%, acompanhando o avanço das referências do petróleo no mercado internacional, um dos parâmetros utilizados pela estatal em sua sistemática de reajustes, que inclui ainda o câmbio.

O valor médio da gasolina vendida nos postos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também avançou em 20 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada. Houve recuo em apenas seis unidades da federação, de acordo com a Agência: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia. Na média nacional, os preços médios avançaram 1,10% na semana passada sobre a anterior, de R$ 4,172 para R$ 4,218. 

No Estado do Pará, no entanto, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) afirma que houve queda de 2,38% do valor do litro do combustível, considerando o mês de fevereiro. O Departamento calcula que, em janeiro deste ano, o preço do litro foi comercializado em postos de combustíveis, em média, a R$ 4,445, com o menor preço a R$ 3,880 e o maior a R$ 5,189. Já em fevereiro, a média foi R$ 4,339, com o menor preço custando, também em em média, R$ 3,879 e o maior a R$ 5,260.

O despachante de veículos, David Andrade, morador da Cidade Nova 4, no município de Ananindeua, confirma o barateamento do combustível anunciado pelo Dieese. "Na minha rotina de trabalho, que passo o dia inteiro dirigindo, observei que a redução realmente aconteceu. Nos postos de Marituba, onde costumo rodar, hoje é possível encontrar o litro até a R$ 3,96. Antes estava a R$ 4,18, no mínimo R$ 4,09", relata.

Em nota a O LIBERAL, o Sindicombustíveis Pará, sindicato que representa o comércio varejista de derivados de petróleo no Estado, afirma que as mudanças nos preços, tanto aumentos quanto reduções, são consequência da flutuação do mercado e, portanto, os empresários não podem ser responsabilizados . As variações de valor, segundo o sindicato, apenas "eventualmente chegam aos postos, quando (as mudanças são) repassadas pelas distribuidoras".

O Sindicombustíveis não assegura, no entanto, se existe tendência de continuidade de queda do preço no Pará. "Não há como fazer esta previsão. A atual politica da Petrobras impede a estabilização dos preços, já que depende do preço do petróleo no mercado externo e do preço do dólar, já que o barril do petróleo é cotado na moeda norte americana. Além disto, muitas vezes as distribuidoras não repassam as reduções no mesmo montante anunciado pela Petrobras, de modo que é impossível fazer previsões", conclui a nota.

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