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Mais da metade dos cargos não teve aumento de salário na pandemia

Economista diz que a queda na circulação de dinheiro na economia levou empresas a reverem suas metas e suspender gratificações aos funcionários

Elisa Vaz

Uma pesquisa realizada pelo PageGroup, especializado em recrutamento executivo, apontou que metade dos profissionais ficou sem aumento durante a pandemia - foi registrada estabilidade ou queda salarial em 50,6% dos cargos avaliados em relação ao mesmo estudo do ano passado. De acordo com o Estudo de Remuneração 2021, oito dos 14 setores pesquisados apresentaram manutenção da média salarial em comparação com o levantamento anterior: bancos e serviços financeiros, saúde e life science, financeiro e tributário, direito, marketing e digital, recursos humanos, tecnologia da informação e varejo.

O único setor no qual a redução salarial predominou foi secretariado e administrativo, com quedas registradas em 66,6% dos cargos. Já os casos de reposição salarial representaram 49,4% dos cargos, puxados especialmente pelos segmentos beneficiados pela pandemia, como engenharia e manufatura, imobiliário e construção, supply chain e operações, seguros e vendas.

Segundo o economista Nélio Bordalo, a queda na circulação de dinheiro na economia, devido à pandemia, levou as empresas a reverem suas metas e, com isso, a maioria suspendeu as gratificações a seus funcionários, como a Participação de Lucro ( PL), e também aumentos salariais com o objetivo de manter o máximo possivel o número de trabalhadores.

"Em função dessas duas situações, os trabalhadores tiveram que adequar seus planejamentos financeiros, cortando ao máximo tudo que poderia ser considerado surpefluo. Para o trabalhador que contava com essas duas fontes a mais em seus rendimentos, a perda trouxe um desequilíbrio em seu orçamento doméstico. Por outro lado, as empresas, que viram suas vendas despencarem, tiveram que tomar essa decisão para conseguir pelo menos igualar seus resultados aos anos anteriores ou ter um resultado negativo que fosse o menor possivel", diz o especialista.

O trabalhador que não teve aumento ou teve redução em seus ganhos, de acordo com o especialista, precisa elaborar o orçamento financeiro pessoal ou familiar mensal, com projeção pelo menos de seis a 12 meses, para poder ter condições de, inicialmente, saber onde está gastando seu salário, listando todos os compromissos já assumidos, inclusive dívidas. Com essa ferramenta, ele terá noção de onde gasta e o que pode reduzir de despesa ou até mesmo eliminar.

"Os itens de domínio do trabalhador para reduzir as despesas no orçamento mensal são as despesas variáveis, como a energia elétrica, fazendo uso racional; lazer, com redução de idas a restaurantes; e supermercados, com eliminação de produtos supérfluos. Se for possível economizar nesses itens e não ter dívidas, é importante manter uma poupança para situações de emergência. O importante é saber que, com a redução do salário e ganhos com gratificações, haverá uma necessidade de rever o custo no padrão de vida, e se for manter o mesmo padrão de vida com menos salário, em poucos meses poderá entrar em colapso a vida financeira, com acúmulo de dívidas, principalmente em cartão de crédito e cheque especial. Portanto, o trabalhador deve adequar o seu novo padrão de vida, as condições financeiras atuais e realistas", comenta.

O PageGroup consultou, no ano passado, seis mil profissionais de todo o Brasil e traçou a remuneração mensal de 601 cargos em 14 setores (engenharia e manufatura, supply chain e operações, varejo, vendas, marketing e digital, tecnologia da informação, jurídico, saúde e life science, financeiro e tributário, seguros, bancos e serviços financeiros, recursos humanos, imobiliário e construção e secretariado e administrativo).

Os cargos foram listados em faixas salariais mensais que variam de acordo com a experiência do profissional (júnior, pleno, sênior ou coordenador) e porte da empresa (pequeno, médio ou grande). Confira a situação salarial nos 14 setores abrangidos pela pesquisa do PageGroup:

1. Bancos e Serviços Financeiros

Cargos que tiveram aumento: 0,2%

Cargos que tiveram estabilidade: 90%

Cargos que tiveram queda: 9,8%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

Analista de Costumer Experience: - 14,29%

Analista de Produtos Pleno em Fintechs: - 13%

Analista de Desenvolvimento de Produto Júnior em Fintechs : + 6,6%

2. Engenharia e Manufatura

Cargos que tiveram aumento: 99.8%

Cargos que tiveram queda: 0,2%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

Gerente de SSMA (Indústria Farmacêutica): 6%

Gerente de Melhoria Contínua (Indústria Farmacêutica): 6%

Gerente de Melhoria Contínua (Indústria Automotiva): 5%

3. Financeiro e Tributário

Cargos que tiveram aumento: 40%

Cargos que tiveram estabilidade: 42%

Cargos que tiveram queda: 18%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

CFO: 62%

Analista de Contas a Pagar Júnior: 18%

Analista de Tesouraria Sênior: 15%

Auditor Interno: - 18%

4. Saúde e Ciências da Vida

Cargos que tiveram aumento: 42%

Cargos que tiveram estabilidade: 44%

Cargos que tiveram queda: 14%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

Gerente Nacional de Vendas: 25%

Coordenador de PCMSO (Serviços em Saúde): 26%

Superintendente/ Diretor de Operações (Serviços em Saúde): - 20%

Gerente de Operações (Serviços em Saúde): - 27%

5. Imobiliário & Construção

Cargos que tiveram aumento: 100%

Cargos que tiveram maiores aumentos salariais:

Analista de Novos Negócios (coordenação): 16%

Arquiteto de Produto (coordenação): 16%

6. Jurídico

Cargos que tiveram estabilidade: 80%

Cargos que tiveram queda: 20%

Cargo que teve maior queda salarial:

Advogado Trabalhista Pleno: - 13%

7. Marketing & Digital

Cargos que tiveram aumento: 29%

Cargos que tiveram estabilidade: 66%

Cargos que tiveram queda: 5%

Cargos que tiveram maiores aumentos e quedas salariais:

Gerente de Grupo/ Categoria (Tecnologia e Telecom): 60%

Analista de Inteligência de Mercado Sênior (Bens de Consumo): 40%

Analista de Marketing (Indústria): - 14%

Analista de Marketing de Produto (Indústria): - 15%

8. RH

Cargos que tiveram estabilidade: 100%

9. Secretariado e Administrativo

Cargos que tiveram aumento: 16%

Cargos que tiveram estabilidade: 16%

Cargos que tiveram queda: 68%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

Office Manager sênior: 10%

Secretária Executiva sênior: 10%

Secretária Executiva Bilíngue sênior: -19%

10. Seguros

Cargos que tiveram aumento: 100%

Cargo que teve maior aumento salarial:

Gerente de Produtos: 2%

11. Supply Chain e Operações

Cargos que tiveram aumento: 97%

Cargos que tiveram estabilidade: 2%

Cargos que tiveram queda: 1%

Cargos que tiveram maiores aumentos ou quedas salariais:

Analista de PCP Pleno: - 28%

Gerente de Operações (TI/ Telecom): 21%

12. TI

Cargos que tiveram aumento: 20%

Cargos que tiveram estabilidade: 80%

Cargos que tiveram maiores aumentos salariais:

Head de Data Science: 78%

Analista de Teste e Qualidade Júnior: 75%

Engenheiro de Dados Sênior: 35%

13. Varejo

Cargos que tiveram aumento: 16%

Cargos que tiveram estabilidade: 84%

Cargos que tiveram maiores aumentos salariais:

Profissional da Área Comercial Júnior: 18%

Profissional de Pricing Júnior: 13%

14. Vendas

Cargos que tiveram aumento: 74%

Cargos que tiveram estabilidade: 22%

Cargos que tiveram queda: 4%

Cargos que tiveram maiores aumentos e quedas salariais:

Gerente de Vendas (mídia, publicidade e internet): 67%

Diretor de Contas (mídia, publicidade e internet): 44%

Head de Canal: -14%

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