Ferramentas digitais são essenciais na contratação, diz analista

Em entrevista, analista de carreira diz o que é indicado nas redes sociais

Elisa Vaz

As mídias digitais fazem parte da rotina de grande parte da população brasileira. Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, em 2017, o Brasil possuía 126,3 milhões de usuários na internet, aumento de 10,2 milhões em relação ao ano anterior. Dentro dessas ferramentas existem as redes sociais - geralmente usadas para entretenimento - e as profissionais. No entanto, o analista de carreira John Pablo Pinheiro, que tem anos de experiência na área, disse que essa separação não é mais uma regra.

Segundo o especialista, o formato de recrutamento e seleção tem se modificado, ganhando apoio das redes sociais. Em entrevista a OLIBERAL, para ajudar os profissionais que buscam um espaço no mercado de trabalho, Pinheiro deu algumas dicas. A primeira delas é que as redes digitais são muito importantes no processo de seleção. Segundo ele, antes, as principais formas de recrutamento eram a entrega de currículo na sede da empresa ou por e-mail. Hoje, já existem muitas outras ferramentas disponíveis. 

"Os próprios anúncios de vagas de emprego são feitos por meio dessas plataformas, e a conversa com o candidato começa por lá mesmo, para que a empresa possa analisar, já no primeiro contato, as habilidades e competências daquela pessoa, com o objetivo de saber se ela é capaz de atender às necessidades da empresa. Vivemos em um mundo totalmente globalizado e precisamos nos adaptar", comentou o profissional.

A segunda indicação de Pinheiro é saber quais são as plataformas que podem ajudar na inserção do mercado de trabalho. Na avaliação dele, a mais comum em recrutamentos é o Linkedin. Por lá, o candidato pode expor seu perfil profissional e informar toda a sua trajetória de cursos, qualificações, experiências. "Isso facilita, por exemplo, para os trabalhadores que são de outro estado, que não precisam comprar passagem e pagar hospedagem para todas as fases de seleção. Muitas empresas já selecionam assim", disse. A partir das informações concedidas pelo profissional, o recrutador avala o perfil e verifica se corresponde às exigências da vaga. "As ferramentas digitais são grandes facilitadoras para que os candidatos se mostrem cada vez mais. É um grande reflexo dos avanços da tecnologia".

Outra orientação do especialista para os trabalhadores é sempre manter as informações atualizadas nesses sites. No Linkedin, por exemplo, os critérios são específicos - dizem respeito à parte acadêmica e profissional, e é bem direto e objetivo. Nessa ferramenta, segundo Pinheiro, o importante é destacar tudo que o candidato já fez que pode ser útil àquela vaga, desde uma viagem a trabalho até um atendimento freelancer, por exemplo. "Tudo relacionado à profissão é importante. Mesmo assim, algumas empresas têm o costume de disponibilizar um campo para que o profissional insira as suas redes sociais, aí vem o outro lado da moeda", comentou.

Quando as contas pessoais são informadas ao recrutador, tudo precisa ser checado. Isso porque, segundo o analista de carreiras, mesmo sendo um ambiente íntimo, as redes sociais contam muito na hora da seleção, porque os critérios são outros. "Claro que o candidato não tem obrigação de expor um currículo no Instagram, por exemplo, por isso o Linkedin é o mais ideal para essa função, mas tudo conta, porque é lá que o candidato informa aos seguidores quem ele é, qual a sua personalidade, suas ideologias, o que pensa", destacou o especialista.

Por conta do excesso de informações compartilhadas nas redes, o recrutador vai prestar atenção em cada detalhe. A dica é: ter cuidado com a imagem. Pinheiro ressaltou que não há problema em postar viagens, passeios, filmes, séries, músicas, amigos e outras coisas do gênero, mas é necessário ponderar. "Por exemplo, não é indicado publicar foto em uma localização que seja comprometedora e também é bom evitar postagens de madrugada, especialmente em festas. Tudo precisa ser sutil porque o perfil pode estar sendo observado por recrutadores", alertou. Outra dica é sempre postar os cursos que frequenta, assim como congressos, para mostrar à empresa que tem interesses profissionais também, além da diversão.

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