Alimentação aumenta 2,91% na Grande Belém

A capital paraense fica na 11° posição da cesta básica mais cara do Brasil

Redação Integrada

Apesar de alguns produtos da alimentação paraense ter apresentado queda de preço nos últimos meses, a cesta básica comercializada na Grande Belém, em novembro, teve alta. O belenense está pagando, em média, R$372,24. O valor representa a alta de 2,91%, em relação ao mês de outubro. No entanto, nossa cidade não está na contramão da realidade brasileira. Das 18 capitais em que a oscilação de preço foi acompanhada, 16 apresentaram alta.

Os dados estão baseados na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Belém elenca a 11° posição da lista. A elevação dos preços foi puxada por alguns produtos, em novembro, com destaque: tomate com reajuste de 20,82%; arroz com alta de 6,32%; feijão com alta de 4,33; açúcar com alta de 2,75%; café com alta de 1,57%; banana com alta de 1,52% e do óleo de cozinha com alta de 1,12%. Já a carne bovina mostrou queda, com a recuo de 1,71%.

Para se ter uma noção do que a cesta básica representa no orçamento familiar do belenense, na compra de 12 produtos daealimentação, o trabalhador compromete 42,41% do salário mínimo atual, que é de R$ 954. Uma família, por exemplo, com dois adultos e duas crianças, gasta, em média, R$ R$ 1.116,72 por mês para manter o básico na capital.  Em horas de trabalho, o Dieese do Pará, calcula que, é preciso trabalhar 85 horas e 50 minutos das 222 horas previstas em Lei, para manutenção da alimentação.

Na casa da fonoaudióloga Maíra Rezende, de 37 anos, cerca de 20% do orçamento familiar é destinado às compras de supermercado. Ela mora com o marido, o advogado André Serrão, 36, e mais duas filhas de 5 e 6 anos. “Faço uma compra grande para abastecer a dispensa e outras menores do que for faltando”, explica. No total, o custo da alimentação da família é de R$1.500 a R$2.000.

Nas compras, Maíra diz que não é muito de fazer pesquisa de preço, acredita que entre os supermercados e as feiras não há discrepância de valores. “A diferença mesmo na hora de economizar é ir nos atacadões, a carne, sem dúvida é o que mais pesa na alimentação. No final do mês, quando a gente vê a fatura do cartão é que vem o susto”, garante a fonoaudióloga.


 

Infográfico

 
Confira a lista do valor de cesta básica por capital com a variação de preço de outubro para novembro

 

São Paulo – R$471-  Variação: 5,68%

Porto Alegre-  R$463,09 Variação: 2,93%

Rio de Janeiro-  R$ 460,24 – variação 3,73%

Florianópolis-  R$454,87 – variação 1,00

Brasília – R$430,82-  variação 5,45%

Campo Grande-  R$420,80-  variação 6,05%

Curitiba – R$416,41-  variação 2,46%

Fortaleza-  R$411,66 – variação 4,64

Vitória – R$ 408,55 – variação -2,65%

Belo Horizonte – R$ 401,90- variação 7,81%

Belém – R$372,24- variação 2,91%

Goiânia -  R$368,06-  variação 2,89%

São Luís-  R$354,83- variação 6,44%

Aracajú-  R$ 349,76-  variação 2,12%

João Pessoa-  R$339,39- variação 1,58%

Recife-  R$333,50 – variação 1,00%

Natal – R$ 332,21 – variação 0,70%

Salvador – R$330,17- - variação – 0,26

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