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Arte Pará 2026: mostra exalta obras de Dina Oliveira e Geraldo Teixeira

Inscrições ao evento em 2026 serão abertas nesta segunda (25) nos veículos de comunicação e redes sociais do Grupo Liberal

Eduardo Rocha

No começo de novembro de 2026, a Cidade de Belém receberá a  42ª edição do Arte Pará, mostra competitiva promovida pelo Grupo Liberal e consolidada como importante portal de acesso às artes visuais produzidas no Estado do Pará, em plena Amazônia. O edital completo sobre o evento pode ser acessado no Portal OLiberal.com; no facebook: oliberal.com e no instagram: @oliberal. Essa exposição proporciona ao público a experiência única de observar de perto pinturas, fotografias, esculturas e instalações, entre outras categorias, isto é, indo muito além de apenas ver imagens reproduzidas nas redes sociais. O evento também evidencia o empenho dos artistas em transformar pesquisa, sensibilidade e experimentação em linguagem visual.

O artista visual Geraldo Teixeira, destaque da produção regional, considera essencial que novos artistas frequentem exposições, salões e eventos como o Arte Pará. “Tenha coragem e seja incansavelmente curioso. A arte exige entrega, prática e experimentação. É no risco que descobrimos nossa própria voz”, afirma.

Com 50 anos de carreira completados em 2025, Geraldo destaca a arte como instrumento de autoexpressão e desenvolvimento contínuo. “Artes plásticas são uma forma de materializar o pensamento e a sensibilidade. É o campo onde o invisível ganha corpo, cor e volume. É uma linguagem que não precisa de tradução verbal; ela comunica diretamente através da matéria e do espaço, permitindo que o artista dialogue com o seu tempo e com o outro de uma maneira única e profunda. 

Em seu processo criativo, Geraldo busca constantemente novos materiais e possibilidades, produzindo objetos, esculturas e obras para espaços diversos, inclusive, públicos como o Mercado de São Brás, o Mangal das Garças e o Museu da UFPA. Para ele, as artes plásticas materializam pensamento e sensibilidade, permitindo um diálogo profundo entre artista, tempo e público.

Nascido em Belém, em 1953, Geraldo possui forte ligação com o Arte Pará. Em 1991, recebeu o Grande Prêmio da mostra competitiva, reconhecimento que ampliou sua projeção artística. Segundo ele, participar do evento representa uma oportunidade única de visibilidade nacional. “É uma das maiores vitrines das artes visuais do Brasil”, ressalta.

Impacto

Outro nome expressivo nas artes plásticas é a paraense Dina Oliveira, que também mantém relação histórica com o evento. Participante da primeira edição do Arte Pará, em 1982, ela relembra o impacto do salão em sua trajetória. “Foi o pontapé inicial para o meu trabalho”, afirma. Dina destaca a importância cultural e política do evento, idealizado pela família Maiorana, à frente o idealizador e fundador do Grupo Liberal, Romulo Maiorana.

Ela recorda um período em que o cenário artístico paraense ainda era restrito, com poucos nomes reconhecidos, e ressalta o papel da UFPA e de outras instituições na formação de artistas. Dina também lembra da criação da Fundação Curro Velho, em 1991, iniciativa voltada à formação artística de jovens e professores em todo o Estado, em que ela própria atuou.


Para a artista, o Arte Pará sempre foi um evento de vanguarda, fundamental para aproximar arte e público, estimular reflexões e fortalecer o mercado cultural. Após participar da mostra, Dina mudou-se para São Paulo, expôs em salões nacionais e internacionais, conquistou prêmios e aprofundou sua formação acadêmica na USP. “Pintar é trabalho duro. É inspiração e muito suor”, define.

Dina observa ainda que o Arte Pará contribuiu para ampliar o número de jovens artistas no Estado e consolidou-se como espaço respeitado por artistas, críticos, colecionadores e pelo público. Segundo ela, a influência da arte hoje ultrapassa os suportes tradicionais e alcança o comportamento das pessoas. “As pessoas procuram expressar, na própria imagem, uma atitude estética e política”, afirma. Nesse sentido, considera que iniciativas como o Arte Pará continuam semeando novas formas de expressão e ampliando o diálogo entre arte e sociedade. O Arte Pará 2026 é coordenado pela Fundação Romulo Maiorana e tem a curadoria da artista visual Keyla Cabral.