Tucanos tentam vencer tensão interna e seguem sem jovens lideranças

A três dias de assumir a presidência da legenda no Pará, o deputado federal Nilson Pinto fala sobre as relações do partido com o governo Helder, comenta o pedido de prisão de Simão Jatene e avalia gestão do prefeito Zenaldo Coutinho

Rita Soares | Conexão AMZ

Após um período de ebulição interna que ameaçava implodir o PSDB, o clima agora é de pacificação e os tucanos paraenses fecharam questão em torno do próximo presidente da legenda no Estado. O escolhido foi o deputado federal Nilson Pinto. Ele terá o nome sacramentado em convenção marcada para o próximo domingo, 5.
O partido que esteve no poder em 16 dos últimos 20 anos no Pará - ficou fora apenas entre 2008 e 2012, na gestão da petista Ana Júlia Carepa - foi um dos grandes derrotados nas eleições de 2018 no Estado.
 O ex-governador tucano, Simão Jatene não conseguiu fazer o sucessor e os rumores eram de que haveria uma debandada dos tucanos em direção a outras legendas. “O ninho está em uma ebulição positiva, mobilizado e unido. Vai ser possível manter o partido íntegro na sua quase totalidade”, diz o deputado Nilson Pinto, indicando que as disputas internas estão sendo contornadas “Precisamos reaglutinar o partido e esse trabalho já começou. A convenção do domingo é parte disso”, completa.
Nilson Pinto não nega que os últimos meses foram de tensão, mas diz que a disputa em torno do comando da legenda teve um lado bom. “Mexeu com a militância, permitiu que as pessoas se manifestassem”, afirma negando os rumores de que ele próprio estivesse entre os que ameaçavam deixar a legenda. “Sou social democrata mesmo antes de me filiar a um partido. Nunca tive intenção (de deixar o PSDB)”.
Questionado sobre a ausência de jovens lideranças tucanas no Pará, capazes de fazer frente ao atual governador, Helder Barbalho, Nilson Pinto admite que o partido vem fazendo uma autoanálise sobre o assunto, mas ressalta que não é possível fabricar um líder.
Sobre a relação com o governo Helder, o deputado diz que ela será “altiva, independente e autônoma,”.  “Vamos apoiar o que for bom para o Estado, criticando aquilo que nós entendemos que não é correto. O PSDB por sua história, por sua formação, não tem vocação para ser oposição radical; também não tem vocação para ser apoio incondicional. Temos a vocação do equilíbrio. 
Sobre o pedido de prisão de Jatene, feito pela auditoria do Estado Jatene tem prisão preventiva solicitada pela AGE, o  novo presidente do partido mede as palavras. Defende a investigação, mas classifica o pedido como algo “fora de propósito”.   “Fazer todas as averiguações, nenhum problema; agora pedir uma prisão me pareceu uma coisa graciosa”. 

Confira a íntegra da entrevista à jornalista Rita Soares e saiba a opinião de Nilson Pinto sobre a gestão do tucano Zenaldo Coutinho na prefeitura de Belém e também o que pensa o deputado, ex-reitor da Universidade Federal do Pará, sobre a política do Ministério da Educação para as Instituições de Ensino Superior.

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