Sempre ON! Os riscos da hiperconexão

Se estar desconectado te faz sofrer, leia essa matéria e conheça a FOMO, a síndrome de quem morre de medo de estar perdendo algo nas redes sociais

Anna Peres | Conexão AMZ

Pintou convite para uma super festa e você pensa: “vou me divertir horrores” ou “vou fazer posts incríveis”? Cuidado. Dependendo da resposta você pode estar sofrendo de FOMO. Nunca ouviu falar? É a sigla para "Fear of Missing Out" ou medo de estar perdendo algo, em português. Checar as redes sociais a cada cinco minutos e ficar irritado quando está desconectado também são motivos para acender o sinal de alerta.

“Essa síndrome é caracterizada pela angústia, ansiedade por não estar conectado com os outros. Eu preciso olhar meu WhatsApp, olhar meu Facebook a todo momento ou tenho a sensação de estar perdendo alguma coisa. FOMO  é isso, você sente falta de alguma coisa e, ao mesmo tempo, se sente excluído”, explica o psicólogo Jonas Figueiró.

Em tempos de smartphone – onde a internet nos acompanha para todos os lugares – não é difícil imaginar de onde vem essa necessidade. O importante é prestar atenção em comportamentos que acendem o sinal de alerta. “Quando a pessoa começa a ficar angustiada, sente-se mal e percebe que não pode perder contato nenhum com aquilo, ela está entrando em outros estágio. É comum ficar agressiva ou triste quando se está desconectada”, enumera.

Ouça o que diz Figueiró sobre os motivos que podem desencadear a FOMO:

 

SEMPRE ON

Estar atento às discussões nas redes sociais, no entanto, não significa que você sofra de FoMO. Antenadíssima, a professora Ivana Oliveira admite que está quase sempre conectada, mas garante que não sofre quando precisa se desconectar. “Meu celular só fica longe do banheiro”, brinca. “Mas não é algo que me pressione. É uma rotina. Acesso no intervalo das aulas, falo com meus alunos via WhatsApp e e-mail, respondo demandas dos meus grupos de pesquisa, administro minha casa, a rotina dos filhos... Mas não interrompo minhas aulas, reuniões ou outras atividades pra olhar o celular.”

A professora Ivana Oliveira é do tipo que vive conectada, mas garante que não deixa de viver para estar na internet (Reprodução/Redes sociais)

E para quem transformou as redes sociais em trabalho? Será que dá para “se desligar” de vez em quando? Com quase 17 mil seguidores no Instagram, e aproximadamente 600 postagens (somente no feed) desde que começou a usar a rede, em 2014, a digital influencer Géssycka Gino, decidiu que sim. “Nas férias, cheguei a ficar um pouquinho mais de quinze dias fora das redes pois estava precisando de um “tempo”. Pelo  fato de eu trabalhar com isso, consome bastante. Mas eu amo a internet e tudo que eu faço nas redes. Só precisava mesmo ficar off pra aproveitar mais com os amigos e família e realmente organizar as ideias”, conta.  

Tanto para Ivana quanto para Géssycka, a relação com a internet e as redes socias é predominantemente prazerosa. “Não deixo de me divertir e nem prefiro registrar meus divertimentos a curtir “in loco” o programa que escolhi só porque preciso de fotos para postar. As redes sociais servem para me informa”, garante a professora. “Eu procuro me policiar bastante com o uso da internet, mesmo trabalhando nela. É uma ferramenta indispensável e inevitável, mas tudo em exagero se tornar doentio. Então é essencial priorizar aqueles momentos off-line também”, ensina Géssycka.

Se esse é o seu caso, fique tranquilo. Do contrário, talvez seja hora de procurar ajuda profissional.

Conexão AMZ
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!