Seleção pública para cargos em gabinete político chama atenção em Belém

Uma seleção pública para cargos no gabinete de um deputado paraense chama atenção em Belém. Um contraponto para a máxima de que padrinho político é a única credencial pra esse tipo de vaga

Equipe | Conexão AMZ

Está de olho naquela vaga na equipe de um político, mas não tem padrinho pra te indicar? Então, você  precisa ler esse texto até o final. O que antes parecia quase impossível, está acontecendo aqui em Belém:  uma seleção pública para a contratação de três profissionais para integrar a equipe de comunicação do gabinete do deputado federal Celso Sabino (PSDB).

Antes que você revire os olhinhos e aposte que é apenas uma estratégia populista ou marketeira, nós perguntamos ao deputado: como saber se, ao final do processo, a escolha será mesmo técnica e não resultado de indicação ou preferência política? “A nossa proposta é justamente fazer diferente destes preceitos antigos no que se trata de empregos e política. Buscamos democratizar e a seleção pública do nosso gabinete veio para selar a proposta inicial deste mandato desde a campanha eleitoral: renovação”, assegura Sabino, que está em seu primeiro mandato de deputado federal.

De acordo com o parlamentar, todo o processo será transparente, inclusive – acreditem – com transmissão ao vivo de algumas etapas e divulgação da classificação geral de todos os candidatos e da forma como foram avaliados. Os profissionais selecionados serão contratados como secretários parlamentares, vinculados ao mandato, e vão integrar a equipe de apoio no gabinete do deputado, em Belém.

Hoje, não existem regras oficiais ou leis que regulamentem a contratação de profissionais para cargos em gabinetes de parlamentares. A escolha das equipes é livre e fica a critério de cada político.

Também perguntamos ao deputado se a identificação ou mesmo filiação dos candidatos com outros partidos ou ideais políticos não deverá ser um critério de eliminação. “Esta não é nossa preocupação, salvo se o candidato se manifestar extremamente à direita ou à esquerda, a ponto de dificultar seu relacionamento com os demais colegas. Nossa equipe hoje é formada por pessoas que divergem, mas convivem harmonicamente. Nosso foco é na seleção dos mais capacitados”, garante.

Primeiros passos

Primeira experiência do tipo no norte do país, o processo seletivo para ocupar cargos em gabinetes políticos não chega a ser inédito. No final  do ano passado, antes mesmo de tomarem posse, o senador Alessandro Vieira (PPS), de Sergipe, e os deputados federais Felipe Rigoni (PSB), do Espírito Santo, e  Tabata Amaral (PDT), de São Paulo, também lançaram uma seleção pública para o preenchimento de 40 vagas nos gabinetes individuais e no gabinete compartilhado que criaram, em Brasília. Os três fazem parte de um movimento de renovação chamado Acredito, criado por jovens parlamentares com a promessa de lutar pela diminuição das desigualdades e mudar a forma de se fazer política.

Sabino diz não fazer parte do movimento. Segundo ele, a ideia de promover a seleção surgiu da necessidade de maior aproximação com os eleitores, além de ser sua principal bandeira da campanha, que era a renovação na forma de fazer política. “Queremos fazer coisas diferentes e coisas que aproximem os representantes dos seus representados. Por isso criamos a seleção pública desta forma, para dar oportunidade a todos de ingressarem na nossa equipe de trabalho de uma forma justa, saudável e inovadora”, afirma.

Ficou interessado?

A seleção pública disponibiliza três vagas na área de comunicação: Assessoria de Imprensa, Designer Multimídia e Gestor de Mídias Sociais. Os salários variam entre R$ 2.200 e R$ 2.600 e as inscrições podem ser feitas até o dia 15 de março no site do parlamentar. Clique aqui se quiser se inscrever.

A seleção dos profissionais será feita em duas etapas. Na primeira, além da análise dos currículos, os candidatos serão entrevistados por cinco membros da equipe do deputado, que vão atribuir notas de 0 a 5 aos concorrentes. Para a vaga de assessor de comunicação também será exigida uma prova escrita, já os candidatos aos cargos de designer multimídia e gestor de mídias sociais farão uma prova prática.

O Sindicato dos Jornalistas acompanha atento o processo seletivo e acredita que iniciativas assim ajudam a movimentar o mercado, abrindo novas vagas. De acordo com Felipe  Gillet, presidente em exercício do sindicato, “O Sinjor também está atento para que o contratante siga o que prevê a legislação quanto ao piso e carga horária do jornalista”.

Conexão AMZ
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