Helder responde a Bolsonaro e diz que medidas econômicas de Paulo Guedes são tímidas

Gabriel Pinheiro | Equipe AMZ

O Governador do Pará, Helder Barbalho, se posicionou poucas horas depois do Pronunciamento, em cadeia nacional, do Presidente Jair Bolsonaro. Durante cinco minutos de discurso, Barbalho viu o Presidente criticar medidas restritivas que vem sendo adotadas por prefeitos e governadores em todo País, viu Bolsonaro criticar a imprensa e a desautorizar o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre o isolamento social. Chamou o coronavírus que já matou mais de 15 mil pessoas no mundo de “gripezinha” e “resfriadinho”. Essa noite, o estado do Amazonas registrou a 47ª morte por covid-19 no país.

Em nota enviada à AMZ esta noite, Barbalho disse que o Governo Paraense buscou “desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise”.

Sem criticar diretamente o Presidente, o Governador do Pará disse que o caminho que o Governo do Pará tem buscado foi “o do bom senso e do equilíbrio. O de não politizar as ações de enfretamento ao coronavírus, que tem potencial para exaurir o nosso sistema de saúde”.

Helder reafirmou a importância das medidas restritivas que adotou: “todo o nosso objetivo é aliviar o sistema de saúde para que as pessoas que eventualmente fiquem doentes possam ser tratadas, por isso, suspendemos, temporiariamente, as aulas, festas, o comércio e os bares. Com menos gente circulando, o vírus circula menos e a gente não tem uma multidão batendo nas portas dos hospitais ao mesmo tempo. Este é o objetivo”, completou. 

Hoje, o Governo paraense anunciou a construção de quatro hospitais de campanha, que vão abrir mais 720 leitos, em Belém, Santarém, Marabá e um em Breves no Marajó. O Pará também anunciou medidas de apoio à economia, com empréstimos do Banpará, suspensão de corte de energia e água, diminuição de ICMS para insumos necessários no combate à pandemia.

Helder disse que tem parceria “muito grande” com a área da saúde do Governo Federal, mas criticou parte das medidas econômicas do Ministro Paulo Guedes. Disse que elas são “tímidas”. “Sinceramente, espero que a gente consiga uma parceria também na área da economia, porque o Governo Federal tem instrumentos de ação, mas as propostas até agora são tímidas”. Para Helder, os Estados também precisam de auxílio. E disse que as ações já anunciadas no âmbito federal precisam ser colocadas em prática imediatamente, porque as empresas não aguentam muito tempo.

O Governador também elogiou as propostas do ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, entrevistado na última segunda-feira (23), no programa Roda Viva, da TV Cultura, que defendeu o pagamento de um abono de emergência.

Política AMZ
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