Pará e Ásia: fé e devoção muito além dos templos

Na quarta e última reportagem da série Conexão Ásia, Rodrigo Vieira mostra que lá, assim como aqui, a religiosidade faz parte dos hábitos e da cultura locais

Rodrigo Vieira | Conexão AMZ

Templos. Muitos templos. Só em Bangkok são mais de 400. Quase todos dedicados a Buda, já que 95% da população da Tailândia  é praticante do budismo. Inclusive a Família Real tailandesa (o país é uma Monarquia Constitucional Parlamentar), que viveu, até 1925, no Grand Palace, complexo do século XVIII onde estão alguns dos mais importantes e visitados templos do país. 

Grand Palace, complexo de templos sagrados do século XVIII, em Bangkok. (Rodrigo Vieira - Coenxão AMZ)
Rodrigo Vieira no Grand Palace, em Bangkok. Família Real Tailandesa viveu no complexo de templos até 1925. (Rodrigo Vieira - Conexão AMZ)

Tive a grata surpresa de estar em Bangkok e em Chiang Mai, considerada a capital espiritual da Tailândia, durante as celebrações do Ano Novo Tailandês, que ocorrem sempre em abril. Duram de três a quatro dias, dependendo do lugar. Não foi programado. Foi mesmo uma grande e feliz coincidência!

Pela ótica da religiosidade, o Ano-Novo na Tailândia é um momento no qual os adeptos do budismo se livram da energia negativa acumulada ao longo do ano velho e preparam o espírito e a casa para receber um novo ciclo. Tanto que Songkran, em tailandês, significa “passagem”.  

Por falar em passagem, durante a minha por lá pude ver e viver alguns desses rituais de agradecimento e pedidos de prosperidade a Buda. Envolvem escrever pedidos em papéis e pendurá-los em uma espécie de árvore, badalar sinos, fazer oferendas com flores, incensos e água perfumada e ser abençoado por um monge. É muito bonito!

Rodrigo com monges budistas em Wat Phrathat Doi Suthep, templo em Chiang Mai, capital espiritual da Tailândia. ( Rodrigo Vieira - Conexão AMZ)

Da Tailândia, segui para Singapura. No pequeno país, mais uma lição: chineses, árabes e indianos, que majoritariamente formaram a cidade-estado,  convivem, entre si e com outros povos que também apresentam crenças e rituais diferentes, de forma muito respeitosa. É possível, por exemplo, entrar em uma mesquita, e, no bairro vizinho, visitar em um templo hindu.

Mesquita do Sultão, no bairro Árabe, em Singapura. Por estar de bermuda, Rodrigo precisou vestir essa espécie de saia masculina para cobrir as pernas. (Rodrigo Vieira - Conexão AMZ)

Em Bali, na Indonésia, mais surpresas positivas. Apesar de mais de 80% da população da ilha ser composta por hindus e de haver centenas de lugares sagrados para os diversos  deuses dessa religião (Deus da água, do ar, dos ventos, das tempestades...), também se encontra templos católicos, budistas e protestantes. Até mesmo lado a lado. 

Essa religiosidade, tão plural, marcante e inserida na cultura dos orientais é o tema da quarta e última reportagem da série Conexão Ásia, que você já pode assistir em nossas redes sociais. 

Perdeu ou quer assistir novamente às três reportagens anteriores? Aperte o play e veja como Singapura deixou de ser uma vila de pescadores para se tornar uma das maiores economias do mundo. Tudo isso em menos de 50 anos. 

Saiba que a manga, fruta trazida para Belém ainda no século XIX e que se tornou parte da identidade cultural da capital paraense, é quase onipresente na mesa dos asiáticos. 

E confira as diferentes técnicas de massagens tailandesas e balinesas, que são muito baratas por lá e proporcionam equilíbrio ao corpo, à mente e à alma. Você vai ficar tentado a fazer uma! 

Conexão AMZ
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