O popstar da Ciência na Amazônia

Conheça a trajetória de Pedro Vasconcelos, que se tornou sinônimo de pesquisa na região e acaba de anunciar a aposentadoria

Rita Soares | Conexão AMZ

Ele era apenas um jovem estudante de Medicina, quando foi atraído por um anúncio para estágio no renomado Instituto Evandro Chagas (IEC). Começava ali um caso de amor que já dura quase quatro décadas. Do estágio, iniciado em 1882, à cadeira de diretor geral, Pedro Fernando Costa de Vasconcelos passou por quase todas as áreas da Instituição que é referência em pesquisas de doenças tropicais no mundo.

Estudioso dos arbovírus, aqueles  transmitidos por insetos, como os da febre amarela e da febre zika, Vasconcelos se tornou um dos rostos mais conhecidos da pesquisa na Amazônia e a fama não é por acaso. Em um País que vira e mexe é sobressaltado pelo risco de epidemias, o médico já ajudou a identificar mais de 100 tipos de arbovírus e participou de estudos importantes como o que relacionou o  Zika com a microcefalia e o que resultou em vacina – hoje em fase de testes clínicos -  para a doença que assustou o Brasil a partir de 2014. 

Há cerca de um mês, Vasconcelos anunciou a aposentadoria, gerando comoção no mundo científico. Mas, engana-se quem pensa que o pesquisador vai realmente se afastar da pesquisa. Sem cargo de gestão no Instituto, ele pretende se dedicar ainda mais à orientação de jovens pesquisadores. 

Em conversa com a jornalista Rita Soares, o pesquisador falou sobre sua trajetória, em uma área ainda pouco reconhecida, e dos desafios de fazer ciência na Amazônia.

Conexão AMZ