Kataguiri defende posição firme contra “arroubos autoritários do governo”

Em meio ao processo de autocrítica , o líder do MBL desembarcou em Belém para um congresso estadual. Em entrevista à AMZ, falou do que considera erros do movimento no processo de impeachment, fez críticas aos bolsonaristas e disse que é hora aprofundar o debate político.

Rita Soares | Conexão AMZ

Uma plateia pequena, formada em sua maioria por jovens abriu mão do sábado de sol para ouvir a palavra do liberalismo econômico pregada pelo seu principal garoto propaganda no Brasil: o deputado federal Kim Kataguiri (Dem). E nesse caso, a palavra garoto não chega a ser apenas metáfora. Aos 23 anos, franzino, Kim ainda tem aparência de um quase adolescente. O discurso, contudo é firme, as palavras saem rápidas – como se tivesse medo que a audiência se disperse enquanto prega as maravilhas do Estado mínimo. 

Foi assim que o rapaz franzino, de olhos puxados se tornou um dos rostos mais conhecidos da nova direita no Brasil.
Kim  desembarcou em Belém no último fim de semana para o segundo Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL) no Estado. O MBL teve papel de destaque na história recente do Brasil nos eventos que começaram com as jornadas de junho de 2013, levaram ao impeachment da petista Dilma Rouseff e terminaram com a eleição do candidato da extrema direita Jair Bolsonaro.

Kim e o MBL, contudo, estão em pleno processo de autocrítica. Pelo menos é que os seus líderes têm afirmado em várias entrevistas. Em Belém, não foi diferente. 
No salão nobre da centenária Associação Comercial do Pará, Kim conversou com a jornalista Rita Soares. Disse que bolsonaristas estão cada vez mais parecidos com lulistas e repetiu a autocrítica que tem feito Brasil afora.

Para ele, o problema do MBL foi mais de forma que de conteúdo. “O (erro) de misturar à época do impeachment aqueles que simplesmente discordavam da gente daqueles que haviam cometido crimes”, negando, contudo, que esteja nascendo um “MBL Light”
“Nossas ideias continuam as mesmas. O que muda é a forma de  transmitir nossas mensagens.  A gente mastigou demais a política e agora quer voltar (a debater) com profundidade”.

A autocrítica do MBL, porém, tem custado  caro ao grupo que, nos últimos meses, tem se visto sob ataque do núcleo duro do bolsonarismo, chegando a ser expulso de grupos de direita em vários pontos do País.

“Os ataques não vêm da direita, mas da militância bolosonarista ferrenha, daqueles que não entendem que o presidente é um ser humano e comente erros”, diz  admitindo que o governo Bolsonaro não combina com os ideais liberais pregados pelo grupo que ajudou a elegê-lo. “O governo tenta manter a hegemonia do discurso e do poder na medida em que sufoca qualquer liderança de direita nos mesmos moldes do que faz o lulismo”, analisa. 

Confira a entrevista completa

Conexão AMZ
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