Helder defende Fundo Amazônia e quer ajuda do G7

O presidente reuniu governadores da Amazônia Legal para discutir saídas para a crise ambiental que gerou críticas internas e externas e ameaça prejudicar as exportações brasileiras. A jornalista Rita  Soares acompanhou a reunião pelo Facebook.

Rita Soares | Conexão AMZ

Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira em Brasília, o governador do Pará, Helder Barbalho defendeu que  o governo brasileiro use os recursos do Fundo Amazônia, aceite os U$ 20 milhões oferecidos pelo G7 e trabalhe para ampliar essa ajuda. “Não é correto abrir mão de receita. Se existem recursos, devemos utilizá-los”, disse Helder.

O governador do Pará afirmou que ainda há 750 milhões de reais disponíveis no fundo e que considerou a ajuda do G7, de U$ 20 milhões, “muito aquém ” do que se poderia esperar das  sete nações mais avançadas do mundo.

Helder ressaltou, contudo, ser contrário às declarações do presidente Emmanuel Macron que tem feito insinuações sobre uma possível administração internacional da Amazônia.
O governador sugeriu ao presidente a criação de um grupo de trabalho, formado pelo governo federal e por órgãos de defesa dos Estados da Amazônia Legal. A ideia é criar um plano de combate e prevenção do desmatamento e queimadas ilegais e, em seguida, um programa de regularização fundiária. A maioria dos Estados da região tem pouca ingerência sobre seus territórios. No Pará, por exemplo, apenas 33,3% são áreas estaduais. O restante são territórios que devem ser vigiados pela União. Encontram-se nessa situação, por exemplo, reservas indígenas e terrenos que ficam a até 100 quilômetros das margens de rodovias federais.

Bolsonaro se reúne com governadores da Amazônia Legal (Retirada da live do Facebook TVbrasil)

Chamando o tempo todo Helder de Jader (referência ao pai do governador, o senador Jader Barbalho), Bolsonaro disse que, se não fosse ele o presidente, a área sob ingerência dos Estados da Amazônia poderia ser ainda menor porque há vários pedidos para novas demarcações de terras indígenas e quilombolas. “Há uma psicose por terras indígenas”, afirmou dizendo que, por ele, não haverá novas demarcações.

Conexão AMZ
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