Empreenda como uma garota

Rede Mulher Empreendedora realiza evento no sábado, 21, em Belém. E a gente aproveita para te contar histórias de quem está enfrentando os desafios do empreendedorismo em um País que atravessa grave crise econômica.

Equipe AMZ | Conexão AMZ

Empreender nem sempre é um caminho fácil. Impostos, burocracia e dificuldade de acesso ao crédito são alguns dos obstáculos enfrentados por aqueles que desejam caminhar com as próprias pernas e gerar a própria renda. Mas, quando se encontra alguém com os mesmos objetivos, tudo se torna menos complicado.

No Pará, chegou, neste ano, a Rede Mulher Empreendedora (RME), criada no Brasil há cerca de dez anos. A entidade objetiva fomentar o empreendedorismo feminino, a independência financeira e de decisão da mulher.

No próximo dia 21 (sábado), a rede realiza, em Belém, a primeira  ação do programa “Ela Pode Empreender”, que visa capacitar mulheres empreendedoras. Será um dia inteiro de palestras, diálogos, rodas de conversa e exposição de produtos e serviços.

“Empreender demanda o fortalecimento de habilidades e competências que histórica e socialmente não são estimuladas na formação pessoal e profissional da mulher. Muitas vezes, essa mulher empreendedora não conta com uma rede de apoio para lhe ajudar em sua jornada, o que torna o seu processo extremamente solitário e desafiador”, acredita a embaixadora da RME no Estado, Janaína Mourão.

Aos 39 anos de idade, a costureira Cecília Lima, moradora do bairro do Benguí, em Belém, conhece bem essa realidade. Mãe de três filhos, ela já “tentou” empreender algumas vezes, mas acabou voltando para o mercado formal, pela necessidade de ter uma renda fixa e de manter a família.

Há alguns anos, Cecília se aproximou de um coletivo de mulheres do bairro, o Grupo de Mulheres Brasileiras (GMB), que, entre outras coisas, estimula o empreendedorismo. Isso a ajudou a seguir em frente. Hoje, ela vive apenas do trabalho como costureira autônoma.    

“Ainda é difícil, especialmente no que tange ao acesso ao crédito. Eu, por exemplo, não tenho capital de giro. Também não sei ainda muito bem como separar as contas do empreendimento daquelas da minha casa, acabo misturando tudo”, conta. Cecília será uma das participantes do evento “Ela Pode Empreender”.

Da mesma forma, a ex-vendedora Tami Chagas, de 30 anos, busca sobreviver, há cerca de dois anos, por meio da “Bendita Mirna”, uma empresa que oferece o serviço de “personal organizer” (organizador pessoal), entre outros. Antes sozinha, hoje treina pessoas para trabalhar com ela e, para solucionar as dificuldades, busca por parcerias.

Tami (Divulgação)

“Hoje, eu tenho uma consultoria financeira, que me ajuda a organizar as finanças, coisa que eu nunca soube fazer. Mas, o trabalho que eles me prestam, eu pago por meio de permutas e assim vamos fazendo parcerias e um ajuda o outro”, explica ela, que também será uma das expositoras do “Ela Pode Empreender”.

Para Tami, esse tipo de evento é fundamental para fortalecer os pequenos empreendedores. “É nesse tipo de espaço que a gente consegue ver e ser visto e fazer as conexões necessárias para o negócio crescer. Além de dar um grande gás, um ânimo mesmo para superar as dificuldades”, aponta.

Serviço:

“Ela Pode Empreender”
Data: 21/09/2019 (Sábado)
Horário: 9h às 18h
Local: Centro de Experimentação e Pesquisa em Artes e Cultura, Casa Das Artes, Praça Justo Chermont, 236 – Nazaré

Inscrições: http://bit.ly/paelapode
Entrada franca

Conexão AMZ
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