Com quem vai ficar meu pet?

Para quem é pai ou mãe de peludo, viajar é sempre motivo de preocupação. A boa notícia é que há hotéis, aplicativos e profissionais que, além de amigos e familiares, podem cuidar com carinho do seu cãopanheiro enquanto você curte suas merecidas férias

Josiele Soeiro | Conexão AMZ

A assistente de RH Amanda Peixoto tem uma agenda frequente de viagens. Mas, na hora de decidir quem vai ficar com Luck, um simpático yorkshire de três anos, ela desabafa: não tem coragem de deixá-lo com ninguém que não seja da família. “Sempre deixo com meus pais e, quando eles não podem, com minha prima. Tenho uma resistência a hotéis pra cachorro porque tenho medo dos outros morderem o Luck e também porque ele é bem sapeca. Destrói tudo”, conta

 

Mas, nem todo mundo tem a sorte de poder contar com a ajudinha da família... É aí que entram os amigos. O gerente de Marketing Murilo Moura tem o Frederico, um dachshund também de três anos. Na hora de viajar, ele e cãopanheiro contam com o suporte de uma rede de apoio. “Por conta do trabalho, viajo bastante e quem tem pet tem essas preocupações, não tem jeito. Não posso contar com meus pais porque moram longe. Mas, felizmente, tenho uma rede de amigos pra me ajudar. Geralmente, o meu dog fica com um casal que também são pais de pet e apaixonados por ele. Assim, fico despreocupado. Quando eles não podem, entrego as chaves do apartamento a outros amigos que se revezam para cuidarem dele. Já cheguei a cogitar hotel, sim. Mas, só se não tivesse essa rede de apoio.

Na hora de viajar, Murilo conta com uma rede de amigos apaixonados por pets para cuidar do Frederico. (Murilo Moura - Arquivo pessoal)

 

Aplicativo

Para quem não pode contar com família ou amigos, a solução é pedir ajuda a outras pessoas também apaixonadas por animais de estimação. E aí, entra a tecnologia pra dar uma forcinha. Em Belém, um aplicativo tem conquistado os donos de pets, o Dog Hero. Conecta várias pessoas disponíveis, geralmente tutores ou apaixonados por pets, para que cuidem dos catioríneos durante viagens ou compromissos longe de casa. 
Uma das usuárias do app é a arquiteta Mariana Carvalho, mãe  do Bob. Como ele não se dá muito bem com outros peludos, a preocupação dela é não deixá-lo em qualquer hotel. “Nesse aplicativo, você cria o perfil do seu pet e o próprio app procura anfitriões que possam ficar com ele. O custo-benefício é ótimo, porque você pode filtrar até quanto quer pagar, além de escolher se prefere que ele fique em casa, apartamento, se pode ou não ter pets... Já deixei outro cachorro meu no hotel, mas não gostei muito porque, como ele ficava em contato com vários bichinhos, não achei que cuidaram dele como esperado”.

Mariana, mãe do Bob, é usuária do aplicativo que conecta tutores de pets a interessados em hospedá-los. Para ela, app tem ótimo custo-benefício. (Mariana Carvalho - Arquivo pessoal)

 

Dog Walker

Outra opção que pode dar uma mãozinha na hora de deixar o melhor amigo em boas mãos para poder viajar é o dog walker, um profissional que passeia com seu cãozinho. Muitas pessoas não têm tempo de dar uma voltinha com os cães. Seja no dia a dia ou durante as viagens. Então, entra em ação o dog walker. Em Belém, o serviço já existe há um tempo, mas com poucos profissionais especializados. 

Um deles é Fernanda Coronel. Apaixonada por cães, ela conta que começou no ramo este ano e diz que a demanda não para de crescer. “Iniciei em março e as demandas só aumentam. Então, chamei duas pessoas para trabalhar comigo. Antigamente, quem fazia este trabalho eram os porteiros ou zeladores de prédios, as empregadas domésticas... Mas, hoje, é uma profissão à parte. Fazemos cursos para saber lidar com diversas situações como estresse dos cães e possíveis brigas em contato com outros cachorros”, explica Fernanda.

Fernanda é dog walker, profissional que passeia com cães. (Fernanda Coronel - Arquivo pessoal)

 

A profissional destaca ainda que o passeio é uma necessidade dos cães e que eles se apaixonam pela atividade. Na hora da viagem dos pais de pet, os dog walkers também podem contribuir “Os cães se apaixonam pelo passeio e não exatamente pelos profissionais. Nós criamos um vinculo com o cachorro, mas ele gosta mesmo é de ir pra rua. Então, ele faz a associação do dog walker com o passeio. Ao ver a pessoa, sabe que vai sair. Não é comum em Belém, mas pessoas que viajam já deixam as chaves para que os dog walkers peguem os cães para passear. O mais comum é deixarem com alguém que não tem mobilidade ou disponibilidade pra passeio e contam com a gente”, explica

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