Canoas polinésias mergulham nas águas de Belém

Nossa editora Layse Santos foi experimentar o esporte que conecta os praticantes com a energia mágica da Amazônia

Layse Santos | Conexão AMZ

Todos os dias, quando o sol começa a nascer, um barulhinho pode ser ouvido nas águas do rio Guamá, entre Belém e as ilhas da capital.

Remadas harmoniosas e concentradas compõe com o cenário amazônico. Não há tanta pressa nessa travessia. A viagem aqui é movimentar o corpo, estimular a concentração, alinhar a mente à energia que vem das águas e da floresta. É quase um ritual. Terapia para os músculos e para a alma.

Canoa Paidégua (Layse Santos)

Eu fui participar de uma remada de Canoa Polinésia, cultura dos povos polinésios, que usam as canoas há mais de 3 mil anos com diversas finalidades. No Brasil, o esporte também é chamado de Canoa Havaiana ou Va’a. Foi o pessoal do clube Canoa Paidégua que me apresentou a essa modalidade que tem cada vez mais adeptos aqui em Belém. O público é diverso: de jovens com perfil atlético a pessoas de  60 anos que buscam qualidade de vida e curtem atividades em cenários muito típicos da nossa região.

Ilha do Combu (Layse Santos)

Há formatos de canoas para seis remadores e também para um. Na de seis lugares, cada remador tem um papel específico. Mais do que força, na minha experiência, percebi que é  preciso ter foco e estar em plena harmonia com os demais remadores. Concentração: um artigo de luxo nos tempos contemporâneos.

Um belo exercício, no qual falhei na minha estreia... Ops, o que terá acontecido? Você vai ver no vídeo que mostra esse esporte que tem movimentado, todos os dias, os caminhos das águas entre Belém e ilhas próximas. Veja como os praticantes têm redescoberto o rio e a floresta, tudo tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe do nosso cotidiano.

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