A chacina e o julgamento nas redes

A pedido da Conexão AMZ, especialista analisou o comportamento dos internautas em posts sobre a chacina no Guamá

Gabriel Pinheiro | Conexão AMZ

A Conexão AMZ convidou um analista e consultor em métricas e redes sociais para analisar mais de duas centenas de comentários dos internautas de OLIBERAL.com/ConexãoAMZ na reportagem sobre as mulheres vítimas da chacina ocorrida no último domingo (19), em Belém.

Exatamente às 13h31 (horário de Brasília) de ontem (21), a AMZ publicou a reportagem intitulada ”Quem são as mulheres da chacina do Guamá”, que, rapidamente, se tornou uma das mais lidas do site e gerou forte repercussão nas redes sociais. 

Até o fechamento desta reportagem, a postagem da matéria, no perfil de OLIBERAL.com no Facebook, já registrava mais de 1,3 mil reações, 341 compartilhamentos e 288 comentários. 

O debate a partir da publicação da reportagem gerou um estudo feito pelo analista e consultor de métricas em redes sociais, Heleno Beckman. Foram avaliados 243 comentários de internautas que expuseram suas opiniões na publicação. 

Entenda como é feita a análise

Os comentários passaram pelo que é chamado de análise de sentimento e que permite classificá-los em positivos, negativos e neutros. Os comentários considerados positivos (9%) sugeriram que não se poderia “julgar” as vítimas da chacina no Guamá. Já os negativos (21%) relacionaram o ocorrido ao consumo de drogas. E os neutros (70%), basicamente, foram marcações a outras pessoas e posições que não poderiam ser consideradas negativas ou positivas.

Do universo de comentários negativos, 62% foram feitos por homens, 38% por mulheres. Já em relação ao universo de comentários positivos, houve um equilíbrio entre homens e mulheres, numa diferença inferior a 4% entre eles.
 
Insights importantes 

De acordo com o analista consultado pela Conexão AMZ, uma das frases mais recorrentes na publicação foi “quem anda com os porcos, farelo come” e outras no mesmo sentido, a exemplo de “diga-me com quem andas e te direi quem és”. Ambas se referindo às vítimas como pessoas, de alguma forma, envolvidas com o tráfico de drogas na Grande Belém.
 
Os comentários positivos utilizaram principalmente o verbo “julgar” para se referir à falta de direito das pessoas em sentenciar as vítimas. Na publicação também houve muitos comentários sobre preconceito com pessoas da periferia, além de muitos internautas citando que as vítimas tinham fotos com armas em seus perfis pessoais.

A AMZ procurou a Polícia Civil do Pará para saber sobre a existência das supostas fotos com armamentos nos perfis pessoais das vítimas da chacina. A PC respondeu que “nada foi informado a respeito disso” até o momento.

Palavras mais utilizadas

 

Nuvem de palavras "Quem são as mulheres da chacina do Guamá"

Nos comentários, as principais palavras utilizadas foram: “Drogas”, “fatalidade”, “resposta”, “bandido” e “ninguém”. De importância consideradas “secundárias”, constam: “consumo”, “direito”, “periferia”, “bares” e “morreram”.

Conexão AMZ
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