INDÚSTRIA 4.0: UFPA tem o maior número de patentes da região Norte

Instituições de ensino são fundamentais na capacitação de profissionais para a indústria 4.0

Elisa Vaz

Já na Universidade Federal do Pará (UFPA), o cenário é mais diverso. Isto porque há 70 polos da instituição espalhados por todo o Estado, o que impede generalizações sobre como a entidade vem se adaptando à indústria 4.0. Para o coordenador de empreendedorismo da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), José Augusto Lacerda, em termos gerais, a universidade está a par dessa discussão, especialmente dentro do que ele chama de “cursos de referência”.

“Aqui no campus de Belém, esse debate já está em andamento e está evoluído, sobretudo nas engenharias, geologia e outros cursos que têm alunos e professores com um mindset voltado para a tecnologia. Já em áreas como serviço social, artes e outras ciências humanas a indústria 4.0 ainda não está em discussão. Então, tratar a UFPA como um elemento único é mascarar a realidade”, aponta.

“A universidade trabalha com ensino, pesquisa e extensão, não pode se furtar dessas questões, até porque é um fenômeno macro, impulsionado em parte pelas instituições de ensino. Não só é papel da UFPA como ela é um dos atores que constroem esse movimento, já que dificilmente ouviríamos falar das inovações sem as universidades e institutos tecnológicos. Isso vem de anos e anos de pesquisa”, acrescenta.

O coordenador diz que, atualmente, a UFPA tem o maior número de patentes da região Norte, sendo mais no exterior do que no Brasil. Também há parques de ciência e tecnologia, e parcerias com instituições públicas e privadas.

Em termos de infraestrutura, ainda é preciso percorrer um longo caminho. “Temos assistido a um movimento de escassez de recursos, boa parte dos laboratórios encontra dificuldade de se manter, docente às vezes tem que tirar do próprio bolso. Temos ficado cada vez mais restritos para garantir recursos voltados para a tecnologia. A UFPA poderia ser muito mais equipada, com laboratórios de ponta”, diz.

Mesmo assim, a entrada no mercado de trabalho se dá, principalmente, por meio de parcerias com os entes públicos e privados, e os alunos ingressam em estágios ainda na graduação e permanecem após a conclusão dos cursos. Segundo Lacerda, além disso, a qualidade dos profissionais formados pela UFPA ganha destaque em todo o Norte. Ele lembra que é do interesse das organizações ter especialistas com bons currículos e vivência dentro da pesquisa voltada para a área tecnológica. (E.V.)

Como se tornar estudantes empreendedores

1. Descoberta: Autoconhecimento é a palavra-chave. Pense, escreva e converse com familiares e amigos sobre quem você é e quais suas habilidades.

2. Uma boa ideia: Ela pode se transformar em boas soluções. Faça perguntas, observe, procure alternativas e anote os pensamentos durante o processo.

3. Oportunidade: Para avaliar se a ideia é forte, procure saber se existe demanda para o serviço ou produto, qual o público-alvo e os possíveis usos.

4. Pesquisa de mercado: É essencial entender onde você está prestes a entrar: concorrentes diretos, como se promovem, como trabalham, pontos fortes e fracos.

5. Prototipagem: É hora de colocar a ideia à prova. Nessa fase é possível avaliar se as soluções realmente funcionam e quais melhorias são necessárias.

6. Modelagem: O modelo de negócios é um mapa que detalha a jornada, com clientes, valores, canais, relacionamentos, parcerias, fontes de receita e outros.

7. Mentoria: Ter ajuda de alguém com experiência pode encurtar caminhos. Procure empresários do ramo, consultores ou professores que possam aconselhá-lo.

8. Implantação: O importante é começar com o que se tem em mãos e seguir o ciclo: construir > medir > aprender. O feedback dos clientes ajuda a aprimorar.

Fonte: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)

Reportagem
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