Empresa júnior foca em capacitação de profissionais que estão em ascensão

Sebrae também ressalta que uma empresa júnior contribui ativamente para o desenvolvimento da sociedade

Abílio Dantas

Ao contribuir para a formação de novas profissionais, o engenheiro civil Kaio Cardoso, de 24 anos, trabalha na área de inovação aberta e cofundou a primeira empresa júnior do município de Tucuruí, no Pará, em 2017. O negócio trabalha com a formação de profissionais em cinco engenharias: civil, elétrica, mecânica, sanitária e ambiental e da computação.

“Eu sou de Belém, mas fui para Tucuruí cursar engenharia civil. Eu e mais dois amigos estávamos muito insatisfeitos com o curso e com as poucas oportunidades de nos desenvolvermos profissionalmente em Tucuruí. Então, resolvemos mudar isso, juntamos várias pessoas com o mesmo inconformismo e fundamos a primeira empresa júnior da cidade”, lembra Kaio.

Para iniciar uma EJ, Kaio ressalta que é necessário buscar todas as informações disponibilizadas pela federação Pará Júnior e formar uma equipe “com condições de criar, com inventividade”. “É preciso saber lidar com a parte burocrática, consultar um advogado. Digo isso porque é preciso fazer um estatuto e também ter contato com um contador, como o que nos ajudou durante um ano. Também é preciso ter proatividade, correr atrás. Para pagar o nosso CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), por exemplo, fizemos cursos, rifas”, relata.

"É extremamente importante fomentar esse tipo de iniciativa entre os jovens, pois eles vão adquirir hard skills e soft skills (capacidades técnicas e habilidades pessoais), que são tão valorizadas na indústria, mesmo estando na graduação" - Kaio Cardoso, engenheiro civil.

Ao longo dos três anos de atuação, a empresa, que é uma associação sem fins lucrativos, tem realizado projetos em todas as cinco áreas citadas e investido os recursos em capacitações para os membros. Já foram formadas diversas turmas – mais de 70 jovens – pela empresa júnior, que, segundo Kaio, tem a missão de formar “jovens capazes e comprometidos em transformar o Brasil”.

“As formações que uma empresa júnior é capaz de fazer vão muito além de colocar seus conhecimentos teóricos do curso em prática. Ela faz com que o empresário júnior gerencie uma empresa, saiba o que acontece em diferentes áreas de atuação, aprenda a se comunicar, a negociar, tomar decisões, colocar o cliente como foco, entre outras coisas. É extremamente importante fomentar esse tipo de iniciativa entre os jovens, pois eles vão adquirir hard skills e soft skills (capacidades técnicas e habilidades pessoais), que são tão valorizadas na indústria, mesmo estando na graduação. Essa iniciativa mudou minha vida, e agora eu quero tornar o Pará um ambiente com mais oportunidades para que os jovens possam mudar o Brasil. A missão da empresa júnior vive em mim”, destaca o engenheiro.

O Sebrae também ressalta que, entre outros benefícios, uma empresa júnior contribui ativamente para o desenvolvimento da sociedade na qual está inserida, “oferecendo serviços de baixo custo para as comunidades locais”. (A.D.)

Reportagem
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