Océlio de Jesus C. Morais

Pós-doutor em Direitos Humanos e Democracia pela IGC da Faculdade de Direito Coimbra, doutor em Direito (PUC/SP) e mestre em Direito Constitucional (UFPA); presidente da Academia Brasileira de Direito da Seguridade Social (ABDSS), escritor, poeta e cronista.

"Estamos diante de um grande e completo poeta" - (O Prefácio)

Océlio de Morais

Com a devida autorização do bom amigo e querido mestre de tantas gerações do Brasil afora (como a minha), transcrevo aqui, em minha coluna semanal em O LIBERAL.COM,o generoso e carinhoso prefácio ao meu livro de poemas “Das coisas humanas”, de lavra de de um dos maiores juristas do Brasil, Zeno Veloso, que também é Imortal da Academia Paraense de Letras e da Academia Paraense de Letras Jurídicas. 

Segue o prefácio:

“O Autor me elegeu, convocou-me, e eu aceitei como honrosa missão escrever estas poucas linhas, a título de prefácio.

Sou a pessoa menos indicada para fazê-lo, pois me apresento suspeitíssimo. Océlio de Jesus C. Morais é alguém que conheço, acompanho e admiro desde os seus tempos de juventude – que, aliás, não vão muito longe. Trabalhou desde cedo para custear seus estudos.

É um pai de família exemplar. Católico Apostólico Romano praticante, não podia ser diferente, porque jamais assumiria uma posição dúbia, vacilante.

Talvez algum segmento, bem pequeno e invejoso, tenha dúvida, mas há um consenso majoritário e vigoroso que se trata de um dos maiores juristas, não só do Pará, como do Brasil.

É Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade de São Paulo,  Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Pará, Professor  “stricto sensu” em direitos fundamentais da Universidade da Amazônia, Pós-doutor em Democracia e Direitos Humanos pelo “Ius Gentiun Conimbridge” da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Membro de importantes academias e instituições jurídicas e culturais de nosso País, que tiveram a honra de aceitá-lo em suas fileiras.

Mais importante que tudo isso é a sua produção científica. Não é só autor de muitos livros. Mas  escreveu e publicou muitos e bons livros, livros que são lidos por toda a gente, sendo que sua exposição faz Escola, influencia a doutrina e Jurisprudência. Estamos diante de um grande e completo poeta, também magistrado, integrante da Justiça do Trabalho, tendo, igualmente nesta área, uma atuação irrepreensível, exemplar. 

Homem estudioso e culto, não se limita às letras jurídicas – o que já seria bastante, muitíssimo –, mas, inspirado, percorre os caminhos da prosa e verso. 

Será, identicamente, aplaudido e vitorioso nesses ramos. E o presente livro de poesias é um primor, um fruto suave, amadurecido, saboroso de sua inspiração e fina visão da vida, do mundo, das coisas, das pessoas.

Recebi os originais. Li e reli os poemas. Fiquei gratificado.

Não tenho a menor dúvida de que estamos diante de um ser privilegiado, dotado de alto impulso, marcante sensibilidade. Em “Poemas inconjuntos”, Alberto Caieiro, personagem do magnífico Fernando Pessoa, afirmou: “Eu nem sequer sou poeta: Vejo”.

Muito menos, diria eu que sou poeta, mas, às vezes, finjo -- Entretanto, alguma sensibilidade acho que tenho, fruto de longos anos de leituras, estudos, reflexões, experiências. Ao ler estes poemas de Océlio de Jesus C. Morais, acho que vi, reconheci e proclamei: “Estamos diante de um grande e completo poeta’’.

São tantos e bons poemas que aqui estão, representando uma perfeita unidade, um conjunto harmônico, como rio que corre manso, que não devo destacar um ou outro, o que seria difícil e causar alguma injustiça.

Fui apenas um privilegiado e pioneiro leitor deste livro. Não irei enaltecer parte alguma, ou, muito menos, diminuir alguma passagem. Nem possuo engenho e arte para tal. Minha admiração é completa, meu respeito total.

Estou convencido que Deus, Nosso Senhor, deu-me uma oportunidade maravilhosa de conhecer, por primeiro, uma grande obra poética, que vai marcar tempo e assumir lugar.  E um lugar cimeiro, com certeza.

Os que lerem este prefácio, e estiverem imbuídos de boa--fé, ternura e honestidade, haverão de dizer que não fui nem um pouco exagerado nas palavras que utilizei para exaltar o Autor e sua belíssima obra."

Belém, PA., agosto de 2020.

(Zeno Veloso, Professor de Direito, Doutor Honoris Causa pela Universidade da Amazônia, Jurista, poeta e cronista)

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Nota do titular da coluna: O livro de poemas saiu recentemente  da editora e, em breve, haverá sessão de lançamento. 

Océlio de Morais
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