Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Remo joga para confirmar impressões e Paysandu tem investida emblemática fora de campo

Carlos Ferreira

Leão em campo para confirmar impressões

Um novo Remo sem nenhuma figura empolgante, mas com força de grupo, que transmite boas perspectivas e deve lotar os espaços disponíveis no Mangueirão, hoje, contra o Tapajós. A torcida só quer alguns motivos para abraçar esse novo time. O primeiro já veio com a vitória sobre o São Raimundo em Santarém. Hoje é o dia da confirmação. Pelo menos, essa é a obrigação.

O Tapajós vem da conquista da Segundinha e de vitória sobre o Águia. Deve ser um adversário encardido como sempre! O time remista está em construção e vai ter seus pecados, mas já é uma obra bem configurada. Se jogar com aplicação tática e imposição física, o Leão Azul deve prevalecer. Afinal, tem mais time e está em casa.

 

Museu do Papão, uma investida emblemática

Em novembro de 2017 o Ministério da Cultura aprovou a captação de R$ 11 milhões para o Museu do Paysandu. Esgotou-se o prazo de dois anos e o Papão não captou um centavo. Na semana passada o MC deu segunda chance: prazo extra de um ano. A investida do clube bicolor é emblemática. Afinal, os clubes paraenses sempre ignoraram a possibilidade de obter verba federal para projetos que os engrandeçam. Agora estão despertando, muito por conta da insistência de Ivanildo Gomes, diretor de projetos da FPF. Como ele diz, há R$ 270 milhões disponíveis para os clubes, em Brasília, a fundo perdido.

O despertar do Paysandu é mais significativo por já ter um projeto aprovado. O Remo ainda vai precisar negativar certidões. Há muito por fazer. Mas a busca de verbas através de projetos especiais vai entrar no Plano de Reegenharia que está em gestação.  Clubes do interior também precisam acordar.  Águia e Tapajós, por exemplo, são clubes aptos, com todas as certidões necessárias.  

 

BAIXINHAS


* Djalma, que hoje tem o primeiro contato com a torcida do Remo, na lateral direita azulina, se destacou numa decisão intermunicipal em 2010, por Barcarena, no Baenão. Fechou com o Remo e horas depois foi para o Paysandu. Agora, aos 29 anos, chega ao Leão como aposta e surpreende com a titularidade. Djalma é cametaense, sobrinho de Varela, ex-volante azulino. 

* Marcos Antônio está para o atual time do Paysandu como foi Augusto Recife, pelo poder de articulação no meio de campo. Marcus Antônio, porém, precisa evoluir rápido no preparo físico para não ser um ponto de vulnerabilidade na marcação. Com posse de bola ele é mesmo acima da média. Tanto que, mesmo fora de forma, já está ganhando a titularidade. 

* Com receitas bloqueadas pela Justiça, o Remo joga todas as fichas no programa Nação Azul. É que o dinheiro do sócio torcedor entra integral e supre emergências. O negócio seria perfeito se não dependesse tão diretamente do êxito e do calendário do time em campo, e se não implicasse em anistia nas retomadas, como neste começo de temporada. O Nação Azul está dando uma receita/mês em torno de R$ 170 mil. 

* Quem foi mais jogador, Agnaldo "Seu Boneco" ou Rogerinho Gameleira? A enquete começa amanhã no blog deste colunista, no oliberal.com. Também no blog uma ótima delação, com a "pegadinha" que mudou um Re-Pa. Veja!

Carlos Ferreira