Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O que faz Paysandu e Remo 'tremerem' em jogos diante de suas torcidas?

Carlos Ferreira

Por que bicolores e azulinos "amarelam" em casa?

Nesta Série C, o Remo só conquistou 50% e o Paysandu 38% dos pontos disputados em Belém. O Papão, que tem sido bem melhor como visitante, tem evitado a Curuzu por causa da proximidade da torcida. O motivo é que a maioria dos jogadores "amarela" ao receber pressão, por desequilíbrio emocional. Isso ocorre ano a ano, mas os clubes parecem não ter essa leitura, já que não valorizam a preparação psicológica.

O Paysandu é o caso mais grave. Só tem recorrido a profissionais da psicologia em situações pontuais. O Remo fez trabalho frequente até o início da Série C, mas, a pedido dos atletas, minimizou as sessões a ponto de perder o efeito. Isso é falta de profissionalismo de quem pediu e falta de visão de quem atendeu.

 

Omissão ou despreparo dos executivos?

Tão preocupados em mostrar autoridade em questões de "perfumaria", os executivos Felipe Albuquerque (Papão) e Luciano Mancha (Leão) causam dúvida nesse desequilíbrio  emocional dos atletas. Estão pecando por omissão ou por despreparo?

Executivo de futebol tem obrigação elementar de avaliar a pressão em clubes de massa como Leão e Papão, e de priorizar o treinamento mental. Ignorar a importância da inteligência emocional é ter visão superficial de futebol. Enxergar e não agir é ser omisso, o que é ainda mais grave. Esses profissionais são muito bem remunerados e muito posudos para os resultados que dão.

 

BAIXINHAS 

* Nesta temporada de 40 jogadores contratados pelo Remo e 32 pelo Paysandu, jovens paraenses, fruto da base dos nossos clubes, estão em ação por outros clubes no Campeonato Brasileiro Sub 23: atacantes Gabriel Lima e Santarém no Avaí, volante Ameixa e o atacante Douglas Santos no Corinthians. 

* O atacante João Diogo trocou o time principal do Figueirense pelo sub 23 Atlético Mineiro, o volante Lucas Bessa se transferiu do Criciúma para o Internacional, zagueiro Paulo Ramon e o atacante Mariano estão na Ponte Preta. O zagueiro Dedé, amapaense, destaque do Independente no recente Parazão, está no time de aspirantes do Vitória. 

* Paraenses em times principais: Rony no Atlético-PR, Leandro Carvalho no Ceará e Rodrigo Andrade no Vitória, Tsunami e Jayme no Boa Esporte, Reis e Julimar no Criciúma, Rossi e Yago Pikachu no Vasco, Ganso no Fluminense, Giovanni Augusto no Goiás, Wanderlan, Marthony, Negueba no Manaus, Marquinhos na Ponte Preta, Marcos Antônio no Bahia, Alex Ruan no Cuiabá, Érick na Ásia.

* Os que carregam o nome do Estado na identidade de atletas: Tiago Pará no São José-RS, Pará (ex-Flamengo) no Santos, Erinaldo Pará no Brasil-RS, 
Anderson Pará no Botafogo-SP.

* Revelações paraenses em Portugal: Raul no Braga, Pablo no Marítimo, Whelton no Vitória de Guimarães, João Victor no Feirense, Joao Luiz no Benfica, Keven no Passos Ferreira, Matheus Silva no Farense, Artur Júnior no Porto. Tiago Cametá está na Armênia, Cicinho na Bulgária, Charles Dias na Espanha. Danúbio deixou o Estoril recentemente e está no Uberaba.

* Ainda nas equipes sub 20: Gustavo no Cruzeiro, Alysson no Londrina, Airton no Palmeiras, Giuliano (filho do Giovanni) no Santos, e vários outros não alcançados desta vez pelo radar da coluna.

Carlos Ferreira
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