Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O 9 maranhense com alma paraense a serviço do Paysandu na Série C

Carlos Ferreira

Maranhense com alma paraense, a serviço do Papão

Nascido em São Luis e criado em Jacundá, o atacante Jheimy é um maranhense que se sente paraense e que só agora, aos 30 anos, joga no futebol do Pará. O  Paysandu é o 17º clube da carreira dele.

Jheimy é atacante, mas não tem números de goleador. Por ser um jogador aplicado na marcação, deverá ter grande importância tática no Papão como compensação para Tiago Luiz e Pimentinha, que pouco participam do combate. Quem já faz esse papel fundamental é Nicolas, na recomposição do sistema. Não por acaso, Jheimy trabalha pela terceira vez com Pimentinha e Léo Conde, depois de servirem junto ao Sampaio Corrêa e ao Botafogo de Ribeirão Preto. Pimentinha ainda vai levar um tempo para atingir a forma ideal. Jheimy está em boas condições de jogo, mas a posição vem sendo ocupada por Paulo Henrique.

 

Astral do Juventude aumenta o desafio do Leão

Se há um time da Série C que está em estado de graça é o Juventude, pelo sucesso que faz na Copa do Brasil. Terça-feira vai decidir passagem às oitavas contra o Vila Nova, em Goiânia, depois de 0 x 0 em Caxias, onde amanhã vai receber o Remo no campeonato brasileiro. Esse astral do time gaúcho eleva as dificuldades do Leão Azul, que tanto precisa confirmar os claros sinais de ascensão dados diante do Boa Esporte.

O Leão Azul já mostrou que tem consistência defensiva para resistir à pressão do Juventude, mas está devendo capacidade de decidir no ataque. Tanto que está tratando de reforçar o setor ofensivo. O fato é que o time azulino já passa esperança e terá um grande teste para o seu potencial, amanhã, em Caxias do Sul. 

 

BAIXINHAS

* Contratar jogadores que saíram do Pará e construíram a história lá fora já é uma especialidade do Paysandu. Antes de Jheimy, foram os casos de Vitor Oliveira, Paulo Rangel, Alexandre Favaro, Harisson, Luiz Mário, Arinelson e Nildo Pereira. Desses, Favaro foi um caso de sucesso.

* O volante Marabá e o atacante Wando voltaram à terra natal no final da carreira e foram importantes no Águia, depois de muito sucesso no centro-oeste e no sudeste. O meia Élson, que brilhou no Palmeiras e no Cruzeiro e foi ídolo na Alemanha, “pendurou as chuteiras” com a camisa do Castanhal.

* Tal como os jogos da dupla Re-Pa na primeira rodada, Juventude x Remo, Paysandu x Tombense também são confrontos inéditos. O Leão Azul volta ao Rio Grande do Sul 14 anos depois da conquista da Série C. Em 2005 o Remo foi campeão na cidade de Novo Hamburgo. Desta vez, joga em Caxias. E ainda vai voltar ao RS para enfrentar o Ypiranga em Erechim e o São José em Porto Alegre.

* Para o Paysandu, enfrentar times gaúchos tem sido rotina. E o sorteio da Copa do Brasil ainda coloca o lnternacional no caminho do Papão. Nós dois jogos contra o Inter o time bicolor vai ter viver a experiência das interferências do VAR na arbitragem. Algo inédito para o futebol do Pará. 

* Paysandu começou a Série C com um único   paraense no time: o zagueiro Vitor Oliveira, que está sob cuidados médicos e pode ser substituído por outro prata da casa: Perema. A maioria bicolor, dos titulares, é gaúcha: Micael, Bruno Collaço e Nícolas. 

* Dez anos depois de conquistar a Série D, o São Raimundo estreia mais uma vez na competição que equivale à 4a divisão nacional. Domingo vai receber o Ypiranga de Macapá, enquanto o Bragantino vai visitar o River em Teresina.

Carlos Ferreira