Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Em dez anos, Remo e Paysandu já contrataram mais 800 profissionais

Carlos Ferreira

Em dez anos, mais de 800 contratados por Leão e Papão 

De 2010 a 2019, o Remo recebeu 301 jogadores e mais 78 contratados para a comissão técnica. O Paysandu recebeu 423 atletas e outros 88 profissionais para a comissão técnica. Total de 802 contratações em dez anos. 379 do Leão e 423 do Papão.

Com toda a gastança em contratações, o que a dupla Re-Pa conseguiu no futebol nesse período? O Papão teve dois títulos na Copa Verde, cinco títulos estaduais, dois acessos à Série B e dois rebaixamentos à Série C. O Leão teve quatro títulos estaduais e um acesso à Série C. Nada, portanto, que justifique a gastança de milhões e milhões de reais em salários, hospedagem, passagens... Os números mostram que esses clubes não sabem fazer aquilo que mais fazem. E assim eles seguem rasgando dinheiro, enquanto insistem em ver no aeroporto os Centros de Treinamento que não têm. 

 

Seleção dos que nem estrearam

Cesar Luz (R); Diego Supert (R), Sidraílson (P), Edinei (R), Diego Biro (P); Marcondes (R),  Renan (R), Nildo (P), Marcelinho Paraíba (P); Alvinho (R) e Ylmar Filigrana (P). Seis jogadores importados pelo Remo e cinco pelo Paysandu, nos últimos dez anos, que não chegaram a fazer um único jogo oficial. Diego Superti e Alvinho chegaram a jogar um amistoso, cada, pelo Leão. Os demais nem isso. Também caberiam na lista: Vitor Prada, Alex Morais e Vitor Luiz, trazidos pelo Remo nas últimas temporadas. 

 

BAIXINHAS

* Quem seria o técnico da seleção dos que foram embora sem estrear? O paulista Luis Carlos Ferreira, vencedor no interior de São Paulo. Nos anos 90, ele foi dispensado pelo Paysandu no primeiro dia de trabalho, ao final do treino. 

* A maior de todas as farras foi do Remo em 2012, gestão de Sérgio Cabeça. Total de 61 contratações na temporada. 44 jogadores e 17 membros para a comissão técnica, e uma sucessão de fracassos em campo. A maior farra do Paysandu, desde 2010, foi registrada em 2015, gestão de Alberto Maia, com 51 contratações. Porém, com boa campanha na Série B.

* Este ano, o Remo está com 36 e o Paysandu com 33 contratações, para os elencos e comissões técnicas. Do Leão já saíram dez (nove atletas e o preparador físico Wellington Vero). Do Papão saíram sete (cinco jogadores, o técnico João Brigatti e o auxiliar  Alex Nascif).

* Pressionados a funcionar no imediatismo, Remo e Paysandu não desenvolvem projetos com prazos razoáveis no futebol. Todas as respostas têm que ser para ontem. Dentro dessa linha, não formam seus times a partir da própria base e gastam fortunas na ilusão de importar milagrosos. Sucessão de erros que custam caro dentro e fora de campo. 

* Apesar de repetirem velhos pecados no futebol, Paysandu e Remo estão se reeguendo. Como a coluna mostrou no feriado de quarta-feira, nos últimos três anos e meio o Leão reduziu a sua dívida trabalhista de R$ 16 milhões para R$ 4,7 milhões e, com os pagamentos programados, deve quitar em 2020. O Papão pagou R$ 10 milhões desde 2013 e vai quitar o que resta em 2020.

Carlos Ferreira
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