Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Baenão e Curuzu fazem parte da vizinhança mais importante de Belém

Carlos Ferreira

Baenão, o palco que virou símbolo azulino

Inaugurado no dia 15 de agosto de 1917, o Baenão está muito próximo do seu 102° aniversário. Depois do vexame de completar o centenário fechado para competições, como símbolo da sucessão de gestões danosas, algumas desastrosas, o palco histórico simboliza agora o avanço de gestão e uma nova "era" do clube e do engajamento de torcedores no profícuo projeto Retorno do Rei.

O Baenão tornou-se casa do Leão quatro anos depois da ativação do futebol no clube. Por suas dependências passaram todos os grandes ídolos azulinos. Dos atuais, Vinícius jamais jogou no Baenão e Eduardo Ramos jogou apenas uma vez. Muito justo, pelas mais diferentes razões, que o Remo faça uma grande festa na reabertura, no jogo contra o Luverdense ou no jogo contra o Tombense. 

 

Vizinhança mais importante de Belém 

Menos de 200 metros separam o Baenão da Curuzu. Essa é a vizinhança mais importante de Belém, não só pela tradição ou porque os dois estádios são referências na avenida Almirante Barroso, mas também por se tratar da segunda menor distância do mundo entre estádios de clube rivais, só perdendo para os 100 metros que separam os estádios do Dundee FC e do Dundee United, na Escócia.

Tal como em 2001/2002, Baenão e Curuzu voltarão a ser as grandes casas do futebol paraense em 2020, com o Mangueirão fechado para obras. Pelo menos, está programada a adequação do estádio estadual às exigências da Fifa. As informações sobre o que vai ser feito no Mangueirão são mínimas, mas animadoras.

 

BAIXINHAS 

* Belém está impedida de receber jogos da Seleção Brasileira e outros eventos de grande porte porque o Mangueirão está obsoleto. A Fifa exige arquibancadas do chão até o último lance, de tal forma que os todos os torcedores  possam ter acesso ao gramado numa emergência. Esse é o conceito de arena! 

* No Mangueirão o acesso e a saída do anel superior depende de duas rampas, ligadas às arquibancadas por vias auxiliares, chamadas de "vomitórios". A estrutura é tão insuficiente que em 2013 o Corpo de Bombeiros reduziu a capacidade máxima autorizada de 45 mil para 35 mil lugares e exigiu outras duas tampas para liberar os 10 mil lugares suspensos. 

* Depois de reabrir o Baenão, todo o empenho do Remo será para instalar um sistema de iluminação. As torres, que ainda estão de pé, guardam lembrança do estrada de ferro Belém/Bragança. Foram feitas com peças dos trilhos que tanto serviram ao transporte de trem e contribuíram para o desenvolvimento da região. 

* Tal como a estrada de ferro, agora é o Bragantino que liga Belém a Bragança, mas por uma estrada de sentimento. Todos, em todas as regiões do Pará, torcendo pelo Braga amanhã à tarde no jogo de Fortaleza, contra o Floresta, na Série D, valendo passagem ao "mata mata" do acesso à Série C. Quem vencer segue adiante! Portanto, um jogo capital para o tricolor do interior.

Carlos Ferreira
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