Agricultura familiar gera renda e garante qualidade na merenda escolar

Mais de 70 mil estudantes são beneficiados pelo trabalho dos 180 cooperados de Cotijuba que fornecem hortaliças e frutas para escolas municipais de Belém

Publieditorial

O sol ainda nem raiou, mas seu Francisco Rodrigues de Souza, agricultor e morador da ilha de Cotijuba, em Belém, já se prepara para cuidar da horta que cultiva no quintal de sua casa. Na residência moram as duas filhas e a esposa do apaixonado pela agricultura familiar, que aos 60 anos de idade, não esconde o orgulho e paixão pela profissão.

“A agricultura familiar representa tudo para mim. É daqui que eu tiro os insumos e tiro meu sustento”, conta. “O trabalho que faço aqui garantiu que eu conseguisse formar minhas duas filhas, que concluíram os estudos e, também, daqui consigo gerar o conforto da minha família”, segue emocionado.

Francisco Sousa é um dos 180 cooperados que fazem parte da Cooperativa Agropecuária dos Produtores de Belém (Copabel) e é responsável por fornecer hortaliças e frutas que compõem o cardápio da merenda escolar na capital, tais como couve, cebolinha, cheiro verde, feijão verde, cariru, chicória, alface, macaxeira, banana e limão, entre outros gêneros alimentícios.

(Fernando Sette / Comus)
(Fernando Sette / Comus)

Diversos estudos apontam que a alimentação tem um papel fundamental na qualidade da saúde mental, no aprendizado, memorização, assimilação e raciocínio. O baixo rendimento escolar do estudante não é vinculado somente aos fatores comportamentais ou familiares. A alimentação faz com que tenha menor ou maior compreensão ao estudar.

Por isso, a Prefeitura de Belém dedica grande parte de seus esforços a fornecer uma merenda de qualidade para os mais de 70 mil estudantes e que, por vezes, não tem a mesma rotina alimentar em casa. E, com isso, a merenda escolar servida pela Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae) movimenta a agricultura de base familiar, gerando emprego e renda para várias famílias.

As hortaliças servidas nas 197 unidades de educação infantil de Belém vêm da ilha de Cotijuba, das mãos do seu Francisco e de dona Ivana e dos demais agricultores, que talvez nem saibam o tamanho da importância do trabalho que exercem. Todos eles trabalham em parceria com a Fmae desde 2014 e, desde então, a Copabel, que no começo só tinha 20 cooperados, só cresce.

(Fernando Sette / Comus)
(Fernando Sette / Comus)
O Liberal Testes
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!