Suspensão do Bolsa Família atingirá 119 mil pessoas a qualquer momento em Belém

Beneficiários que deveriam ir a exame obrigatório não compareceram a chamadas

Victor Furtado

Após vários mutirões para um procedimento obrigatório e importante para a manutenção do benefício da Bolsa Família, 119 mil pessoas que não fizeram o acompanhamento semestral de saúde poderão ter o benefício bloqueado ou suspenso a qualquer momento. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belém e o número diz respeito apenas à capital. Os beneficiários precisam ficar atentos no extrato emitido nos caixas eletrônicos. Neles constam informações sobre pendências com o programa.

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A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), em nota, informou que "...acompanhou e inseriu no sistema de informação do Programa Bolsa Família da condicionante da Saúde o total de 62.476 pessoas entre beneficiários obrigatórios e não obrigatórios. Cerca de 119 mil beneficiários correm o risco de ter o benefício suspenso ou bloqueado".

Caso o beneficiário tenha o benefício bloqueado ou suspenso, a orientação é dirigir-se até o CRAS mais próximo da residência para averiguar o motivo. A Sesma ressalta que estará durante todo o ano de 2019 coletando os dados e realizando as consultas necessárias para a condicionante da Saúde nas Unidades Municipais de Saúde (UMS). Os beneficiários precisam ficar atentos e fazerem os acompanhamentos de saúde periódicos.

Nas unidades de saúde, os servidores sempre procuram chamar os usuários beneficiários para o acompanhamento. E pela Caixa, os usuários só recebem a comunicação de que precisam fazer o serviço quando estão quase para perder o benefício.

Esse procedimento obrigatório, o acompanhamento de saúde, é feito semestralmente. É voltado para mulheres de 14 a 44 anos, crianças menores de 7 anos e gestantes. Só basta ir a uma unidade de saúde mais próxima com cartão do bolsa família, comprovante de residência e carteira de vacina da criança ou da gestante.

O acompanhamento de saúde é mais que um processo obrigatório simples. É um atendimento completo, com várias orientações nutricionais, peso e altura (da mãe e da criança), análise das vacinas, suplementações de vitaminas e minerais.

O público-alvo do do programa são famílias em situação de pobreza (renda mensal entre R$ 89,01 e R$ 178 por pessoa) ou extrema pobreza (renda mensal até R$ 89 por pessoa). As famílias pobres participam do programa se tiverem na composição gestantes e crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos. Para se candidatar, é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com seus dados atualizados há menos de 2 anos.

Há duas modalidades de pagamento do benefício. Um é o básico, no valor de R$ 89. O outro é o variável, para famílias com gestantes, nutrizes (mulheres em fase de amamentação) e adolescentes de 0 a 15. Nestes casos, as famílias podem acumular até cinco benefícios de R$ 41, num total de R$ 205.

Belém
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