Família de adolescente cego faz campanha para conseguir máquina de escrever em braille

Gabriel Gomes, de 13 anos, precisa do equipamento para seguir nos estudos durante a pandemia

Eduardo Rocha

Em plena pandemia da covid-19, o jovem Gabriel Gomes, de apenas 13 anos de idade, sonha em dispor de uma máquina de escrever em Braille ou um computador para poder estudar e aprimorar seus conhecimentos. "Se eu conseguisse isso seria muito bom para para melhorar meus estudos", afirma Gabriel, ao lado da mãe, Priscila Gomes. Ela iniciou uma campanha pelas rede sociais para ver se consegue o equipamento para o filho.

A família de Gabriel é formada por ele, a mãe Priscila e a irmã Gabrielle, de 17 anos. Eles moram na casa dos pais de Priscila, no Conjunto Carmelândia, no bairro Mangueirão, em Belém. Gabriel nasceu prematuro de sete meses e, desde então, não enxerga. Gabrielle é prematura de seis meses e apresenta microcefalia, paralisia cerebral e é deficiente visual. A situação da família do rapaz e da jovem é bem complicada, de vez que a mãe deles está desempregada.

Gabriel está matriculado na Escola Estadual Santana Marques, no conjunto Panorama XXI, onde cursará o 9º do Ensino Fundamental. No ano passado, ele estudava na Escola Municipal Antônio Teixeira Gueiros, no município de Ananindeua. Assistiu a aulas remotas em casa. Como adora futebol, tem como uma brincadeira ficar "narrando" jogos. É torcedor fidelíssimo do Paysandu e gosta muito de ficar descobrindo jogos, vídeos e outras atrativos na Internet.

"Eu uso um leitor de tela no celular, mas se tivesse o computador seria melhor", observa Gabriel, que na Escola Antônio Teixeira Gueiros, em 2020, dispunha de um espaço específico para deficientes visuais, onde teve acesso à máquina de escrever em Braille. No entanto, com a eclosão da pandemia, tudo parou.

O adolescente frequentou o Instituto José Álvares de Azevedo desde pequeno, mas em 2019 teve deixou de ir a essa instituição de suporte a deficientes visuais porque a família dele mudou-se para Ananindeua e não pôde mais levá-lo até o local, na rua Presidente Pernambuco, no centro de Belém.

"Sem estar tendo aula presencial, é muito difícil para ele estudar; na aula remota e tenho que escrever o dever por ele, que fica apenas escutando o conteúdo", relata Priscila Gomes. Mas, nem tudo são obstáculos. O professor de Gabriel na escola em Ananindeua, Adelson Mafra, deficiente visual, está desempregado e, mesmo assim, colocou-se à disposição do rapaz para ensiná-lo o sistema Braille. No entanto, falta a máquina. "Eu aprendi a escrever Paysandu em Braille", afirma Gabriel, sempre e bom-humor e disposto a aprender conteúdos novos.

A campanha nas redes sociais pela máquina de escrever em Braille foi sugerida pela ex-cuidadora do rapaz em Ananindeua, Ângela Aviz. Quem puder contribuir com a família de Gabriel, inclusive, com fornecimento de fralda para a irmã dele (tamanho "M" geriátrica), pode entrar em contato com Priscila Gomes por: 98924-6056.

Belém
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