Destino do lixo gerado na Grande Belém será debatido em Marituba

Aterro Sanitário em Marituba deverá fechar em maio

Eduardo Rocha

"Para onde irá o lixo de Belém, Marituba e Ananindeua a partir do dia 31 de maio, quando a empresa gerenciadora do Aterro Sanitário de Marituba encerrar suas atividades no local?". Quem lança a pergunta é Júnior Vera Cruz, integrante do Fórum Fora Lixão de Marituba, que solicitou reuniões com vereadores dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba e, ainda com deputados estaduais, para debater o tema coletivamente e buscar uma solução para a destinação dos resíduos sólidos na Região Metropolitana. 

A primeira audiência será nesta sexta-feira (15), a partir das 10 horas, na Câmara Municipal de Marituba. "Já que nem os prefeitos e nem o Governo do Estado estão tomando qualquer atitude para dar um destino adequado ao lixo que, por hora, está sendo levado para Marituba, preciamos saber o que vai ocorrer depois do dia 31 de maio, data em que o Lixão irá fechar. Esperamos que destas audiências possa sair algo de positivo", observa. 

A programação de audiências públicas sobre a temática acontecem na terça-feira (19), às 9 horas, na Câmara Municipal de Ananindeua; no dia 21, às 14 horas, na Câmara Municipal de Belém; no dia 25, às 9 horas, na Assembleia Legislativa do Estado.

Preocupação

O Aterro Sanitário de Marituba passou a funcionar em 2015, substituindo o Aterro Sanitário do Aurá, em Ananindeua. O local recebe cerca de 2 mil toneladas de detritos/dia, perfazendo algo em torno de 40 mil toneladas/mês de lixo produzido nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba.

"Nós não queremos o Lixão de Marituba porque está localizado em um local inapropriado, como atestaram o IML e o Ministério Público de Marituba. O lixão provoca doenças, produz mau cheiro e atinge o meio ambiente como o chorume (líquido da decomposição de detritos) para o lençol freático", afirmou Júnior Vera Cruz.

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