Caminhada contra violência cobra Delegacia da Mulher em Marituba

Ato foi rápido, mas reuniu centenas esta manhã na Praça da Matriz

Dilson Pimentel

Centenas de pessoas lotaram a Praça da Matriz de Marituba, na manhã desta sexta (17), em caminhada pelo fim da violência contra a mulher no município. O ato foi promovido em solidariedade às vítimas dos ataques do “maníaco de Marituba”, caso que ganhou destaque no noticiário esta semana. Pelo menos sete vítimas dos estupros em série já foram identificadas pela polícia. Representantes de vários segmentos de mulheres de Marituba organizam a caminhada, que pede paz e fim da violência contra a mulher e também pede agilidade na construção da Delegacia da Mulher do município.

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O ato teve apoio da Prefeitura Municipal de Marituba, que, segundo diz sua assessoria, doará um terreno para garantir a construção do espaço de atendimento a casos de violência contra a mulher. O pedido foi formalizado na última quarta-feira (15), pelo prefeito de Marituba, Mário Filho, em reunião com o governador Helder Barbalho.

"Primeiro, em solidariedade às famílias da Samara e das outras mulheres. É um grito pela não naturalização da violência contra a mulher. Infelizmente. Não foi o primeiro caso e não será o último. É uma vida de violência que nos persegue historicamente. A violência contra a mulher não surgiu agora. A questão é que estamos em um momento em que os casos de violência estão se avolumando. O índice de feminicídio é assustador. O Brasil é o quinto país do mundo pior para as mulheres. E o Pará é o sétimo no território brasileiro. São diversas violências", afirmou a assistente social Gizelle Freitas, do Movimento Resistência Feminista, participante da caminhada. Ela disse que o ato era uma iniciativa do coletivo de mulheres de Marituba. 

"Nós estamos em pleno século 21 lutando por um direito básico, que o direito de viver. Somos assassinadas quando o homem não aceita o fim do relacionamento, quando eles acham que estamos ficando com outros homens, pela roupa que vestimos e ao andar pelas ruas, que são mal iluminadas e com terrenos baldios, com paradas de ônibus também inseguras para as mulheres. Elas estavam trabalhando. E os comentários também matam essas mulheres novamente. Esses comentários reforçam a cultura do estupro e matam as mulheres por uma segunda vez. É um grito de basta", completou Gizelle Freitas.

Várias entidades foram à concentração em Marituba (Cláudio Pinheiro)

Outra caminhada ocorre este sábado em Ananindeua


Um outro ato a violência contra mulheres está sendo organizado para a manhã deste sábado (18) em Ananindeua. Esteticistas, manicures, cabeleireiras, vendedoras autônomas, jovens que trabalham nas redes sociais, mulheres de todas as idades, também se solidarizaram com o caso da jovem Samara Mescouto, que foi roubada, estuprada e assassinada no último final de semana, em Marituba, na região metropolitana de Belém. O ato agendado pedirá ações para deter a violência contra mulheres no Pará. A "Caminhada pela paz e a favor da vida" percorrerá ruas da Cidade Nova até a praça da Bíblia, no próximo sábado (18).

A redação integrada de O Liberal segue acompanhando o ato e apurando mais informações sobre a demanda. Acompanhe.

Belém
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