Ato azul e rosa + 10 em Belém protesta contra governo Bolsonaro

Eduardo Rocha / O Liberal

Como resultado concreto do ato público intitulado "Ato Azul e Rosa + 10", no começo da noite desta quinta-feira (10), em frente ao Mercado de São Brás, foi criado o Fórum de Resistência pela Diversidade e Lutas Sociais, que, entre outras ações, atuará no levantamento de violência e morte de pessoas LGBTI+ no interior do Estado. A informação foi prestada por Elias Serejo, membro da coordenação do ato realizado no dia em que o governo do presidente Jair Bolsonaro completou dez dias de gestão. Houve protesto em escala nacional.

O Fórum de Resistência pela Diversidade e Lutas Sociais congrega entidades da sociedade civil organizada, coletivos e grupos contra opressão, como informaram os organizadores da manifestação. No dia 23 começará a Semana da Visibilidade Trans no País. No ato, houve apresentação de drag-queens e pronunciamento de liderança do movimento negro.

Em Belém, a manifestação reuniu lideranças LGBTI+, de mulheres, do movimento negro e da periferia. "Esse ato foi uma forma de nós externarmos nossa posição contra as declarações de cunho LGBTI + da ministra da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e contra as medidas do Governo Bolsonaro que atingem os direitos dos trabalhadores e as minorias no País", afirmou Elias Serejo.

Uma das medidas apontadas por Serejo é a retirada das pessoas LGBTI + da estrutura de Direitos Humanos do Governo Federal, entre outras propostas do Governo no campo econômiico e social, como o fim da demarcação de terras indígenas e quilombolas; fim do Ministério da Cultura; e precarização dos direitos e justiça do trabalho e da Previdência Social. 

"Neste pouco tempo, a gestão já acumula uma série de ataques a diferentes setores da população brasileira. As perdas desastrosas desses dias, aliadas às declarações da titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, deixam claro que é urgente mostrar ao novo governo que a população não ficará inerte assistindo ao dilaceramento de nossos direitos. É fundamental que estejamos organizados para os dias que virão", diz o manifesto do ato.

O manifesto do ato é assinado pelas entidades: Comunicadores pela Democracia, Cade.as3, Rede Paraense de Pessoas Trans, Instituto Nangetu, Juntos, Afronte!, Olívia, Resistência LGBTI+, Noite Suja, Fórum Estadual de Juventude de Terreiro; Bloco da Canalha; Batuque do Mercado de São Brás.

Belém
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