Ricardo Tomaz

Oratória e Comunicação Eficaz

Formação em Gestão de Recursos Humanos e Comunicação Social. Ator há 16 anos, empresário, palestrante, instrutor corporativo e mestre de cerimônias. Atua no ambiente corporativo utilizando ferramentas, como a Arte e o Design Thinking, que facilitam a aprendizagem, a criatividade, a comunicação e impulsionam equipes.

O medo de falar em público - Parte 1

A fisiologia do medo

Ricardo Tomaz

O medo de falar em público pode ocorrer em diferentes situações nas quais precisamos do discurso como ferramenta de comunicação, por exemplo em palestras, reuniões, encontros sociais e outros momentos importantes onde é necessário reportar-nos a um número maior de pessoas.

Vamos entender primeiro a diferença entre Medo e Nervosismo: “Medo: pressupõe uma perturbação do espírito devido a um risco ou dano que pode ser tanto real como imaginário. Existe receio por parte da pessoa de que aconteça algo contra a sua vontade. Nervosismo: é o termo genérico com o que habitualmente nos referimos a um estado de alguma inquietação, ativação, alteração, excitação e intranquilidade.” (BALLENATO PRIETO, 2014, p. 127).

O medo é o objeto que vamos falar a seguir e de como pode influenciar na linguagem verbal e não-verbal no momento do discurso. Mas como foi citada em artigos anteriores a Adrenalina é o hormônio responsável pelo “alerta de perigo”, corre pelo sangue e começa a ocasionar efeitos no físico que podem nos deixar em situações constrangedoras quando sentimos o medo. A primeira descarga ocorre quando detectamos a possível ameaça e logo em seguida ocorre mais uma quando a consciência do nervosismo leva ao pânico. Quem já passou por situações assim pode descrever o quanto isso promove sensações que travam qualquer ação para um discurso de sucesso. 

No que diz respeito à fisiologia do medo nosso corpo reage da seguinte forma: ritmo cardíaco acelerado, respiração aguçada, boca seca, suor nos pés e mãos, estômago embrulhado e voz aguda. Todavia no momento em que estamos de frente para o público e que vamos começar a falar a linguagem não-verbal denuncia o que estamos sentido, como: andar de um lado para o outro como pêndulo (com as pernas para frente e para traz), coçar a cabeça, braços, nariz, além de mostrar o tremor na voz e em outras partes do corpo. As reações podem variar conforme o nível em que o medo esteja influenciando o indivíduo. 

O corpo fala e isto ocorre porque os efeitos são naturais. Exemplos bem peculiares são quando os olhos divagam em busca da informação, uma surpresa inesperada - o famoso BRANCO. Sabe por que isso acontece? Como a adrenalina está percorrendo pelo sangue transmite a informação de ameaça e logo o corpo devolve com reações espontâneas, neste caso o impulso de lutar ou correr e algumas funções são substituídas pelo cérebro na intensão de defesa.

O medo não pode ser confundido com a falta de capacidade ou confiança, contudo devemos procurar ferramentas para que esta energia possa ser canalizada em favor de um excelente discurso, como a Reprogramação Cognitiva que é a utilização de gatilhos mentais em favor do objetivo. Todavia exercícios físicos que possam dissipar a adrenalina podem ser muito eficazes.

Muitos estudiosos da Oratória afirmam que o medo pode ser adequado e funcionar para um bom discurso. Portanto é de valor para o orador aceitar o medo sem gerar ansiedade, angustia ou obsessões. Contudo temos certeza que os maiores oradores sentem medo até hoje e que desempenhar sua oratória com eficácia é o objetivo maior.

 

Ricardo Tomaz
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